Drº Canela alerta que avanço no uso da Tirzepatida amplia o debate sobre novas possibilidades de tratamento
“Hoje nós já sabemos que a obesidade é uma doença crônica, progressiva e que aumenta significativamente o risco de morte ao longo da vida.”
A obesidade voltou ao centro das discussões médicas com o avanço no uso da Tirzepatida, medicação inicialmente desenvolvida para o tratamento do diabetes tipo 2, mas que vem ampliando o debate sobre novas possibilidades no controle da doença, inclusive em pacientes mais jovens.
Em Campo Grande, o médico clínico Dr. Jonathas Canela, da Clínica Canela, alerta que o problema vai muito além da estética e pode impactar diretamente a expectativa de vida, principalmente quando começa ainda na infância.
“Hoje nós já sabemos que a obesidade é uma doença crônica, progressiva e que aumenta significativamente o risco de morte ao longo da vida”, afirma.
Segundo ele, o início precoce é um dos fatores mais preocupantes. Crianças com obesidade mórbida podem ter a expectativa de vida reduzida para cerca de 40 a 45 anos.
“Quanto mais cedo a obesidade aparece, maior é o impacto na longevidade. Em muitos casos, esses pacientes não chegam à meia idade se não houver intervenção adequada”, alerta.
Além disso, a obesidade está diretamente relacionada ao aumento do risco de diversos tipos de câncer, como os de endométrio, intestino, pâncreas e estômago.
“Existe uma percepção muito focada em infarto e AVC, mas hoje a relação da obesidade com câncer já é muito bem estabelecida. É uma doença que impacta o organismo como um todo”, explica o médico.
É nesse cenário que a Tirzepatida ganha destaque. A medicação atua em mecanismos hormonais ligados à fome, saciedade e metabolismo, o que ajuda a explicar seus resultados no controle do peso. Embora sua principal indicação seja o tratamento do diabetes tipo 2, seus efeitos metabólicos ampliaram o olhar da medicina sobre o tratamento da obesidade. Para o Doutor Canela, esse avanço representa uma mudança importante na forma de conduzir a doença. “A grande maioria dos pacientes com obesidade tem resistência à insulina. Quando conseguimos atuar nesse mecanismo, tratamos a raiz do problema e não apenas o sintoma”, explica.
Quando conseguimos atuar nesse mecanismo, tratamos a raiz do problema e não apenas o sintoma.”
Ele destaca que, no caso de crianças e adolescentes, o desafio sempre foi maior justamente pela limitação de opções terapêuticas eficazes.
“Durante muito tempo, o tratamento ficou restrito a mudanças de estilo de vida, que são fundamentais, mas muitas vezes não suficientes. Quando surgem novas possibilidades, mesmo que inicialmente voltadas para outras condições, isso amplia muito o cuidado com esses pacientes”, afirma.
Apesar dos avanços, o médico reforça que o tratamento deve ser feito com acompanhamento especializado e de forma individualizada.
“A obesidade é uma doença complexa, multifatorial. Não existe solução simples. Cada paciente precisa ser avaliado dentro da sua realidade metabólica, hormonal e comportamental”, ressalta.
Na Clínica Canela, o tratamento da obesidade segue essa linha, com avaliação completa e estratégias personalizadas. A unidade tem se consolidado como referência em Campo Grande ao tratar a doença com base em evidência científica e acompanhamento contínuo.
Para o especialista, o maior erro ainda é subestimar o problema.
“A obesidade não é falta de força de vontade. É uma condição que altera o funcionamento do organismo. Quanto antes esse paciente procurar ajuda, maiores são as chances de mudar completamente o curso da vida dele”, conclui.
SERVIÇO
A Clínica Canela atende em Campo Grande com foco no tratamento da obesidade e doenças metabólicas.
Mais informações podem ser obtidas pelo WhatsApp (67) 99212-5600 ou pelo Instagram @dr.canela.
