Competição com 300 atletas do handebol está em andamento e pode ser acompanhada no Rádio Clube da Capital
Até as finais da manhã deste domingo (3), vão passar pelo Rádio Clube de Campo Grande cerca de 300 atletas brasileiros e paraguaios do handebol que participam de um torneio binacional. Ver um evento desse porte ocorrendo na Capital empolga a organização a sonhar mais alto.
Campo Grande sedia torneio binacional de handebol com cerca de 300 atletas brasileiros e paraguaios no Rádio Clube. A Associação MS Handebol planeja ampliar as competições com até seis seleções internacionais, incluindo Peru, Chile, Argentina e equipes europeias. O evento reúne jogadores de diversas faixas etárias, incluindo a categoria Master para maiores de 50 anos, e visa transformar o Rádio Clube na casa do handebol em Mato Grosso do Sul.
Presidente da Associação MS Handebol, Renato Antônio Pereira de Souza, 55 anos, explica que o campeonato é um dos primeiros que a entidade organizou em sua gestão. A expectativa é que, até o fim deste ano, outra competição ocorra com cinco ou seis seleções de diferentes países.
“Estamos conversando com a seleção do Peru, com a seleção do Chile e com a seleção da Argentina. Estamos também buscando duas ou três equipes europeias para jogar aqui. Precisamos desses eventos aqui em Mato Grosso do Sul”, falou à reportagem.
Renato conta que a associação fez questão de incluir jogadores com mais de 50 anos na categoria Master do campeonato binacional que está em andamento. “São ex-atletas, o pessoal que sempre foi apaixonado pelo handebol, é para estimular que continuem jogando”, afirma. São 20 equipes duelando, no total, com jogadores de várias faixas etárias.
A ideia é fazer do Rádio Clube “a casa do handebol aqui em Campo Grande e trazer sempre essas competições”, completa o presidente da associação.
Atletas – Amanda Larissa Souza tem 22 anos, mora em Ponta Porã e é competidora pela Universidad Central Del Paraguay. Ela jogava numa escola até o Ensino Médio e deu continuidade quando começou a cursar Medicina no país vizinho. “Estamos participando de alguns torneios para entrosamento do time e para criar mais experiência jogando”, diz sobre o time atual.

A acadêmica percebe maior interesse das pessoas no handebol e em outros esportes. “Hoje em dia eu vejo que, com essa ‘geração saúde‘, estão se envolvendo mais e querendo mais participar de esportes. Não só esporte de quadra, mas também corrida, alguns tipos de luta. E isso é muito interessante, porque a nossa geração vai se criando mais saudável”, declara.
Amanda joga com colegas paraguaias e vê benefício na integração. “É o mesmo esporte, mas elas têm uma maneira de jogar diferente da gente. E aí, vamos nos adaptando, né? A gente se adapta ao jeito delas jogarem e elas se adaptam ao nosso”, finaliza.
O torneiro mecânico Denilson Cipolle Bastos tem 60 anos e está competindo pela categoria Master. Ele revela uma ligação afetiva com o handebol.
“Vem da minha infância, de épocas escolares e agora reunimos o time novamente na Associação Master de Handebol. Eu participo da equipe 55+, agora revivendo aquilo que sempre gostei de fazer. Está sendo um grande evento o torneio”, elogia.
Ele acredita que o esporte vive uma fase de resgate no Estado. “Esteve esquecido há anos atrás, mas vem sendo resgatado de uns cinco anos para cá e vem crescendo nas categorias de base”, conclui.
Técnico – O professor Jonattan da Silva Monsuaro, 45 anos, é o técnico do time da casa, a Associação MS Handebol. Ele explica que aproveita a competição para treinar sua equipe para o Brasileiro Master, que será em São Bernardo (SP), em junho.
A preparação é intensa. Os treinos ocorrem três vezes por semana. “Os atletas estão bem comprometidos, bem empenhados. Vamos chegar em São Bernardo preparados”, promete.

