Atleta de MS encarou prova de 120 km em aventura extrema no deserto da África

Durante o trajeto, Josy lidou com temperaturas elevadas, terreno arenoso e dunas de até 300 metros de altura Josy Madruga durante maratona realizada no deserto da Namíbia (Foto: Divulgação) A atleta sul-mato-grossense Josy Madruga representou o Brasil e o município de Rio Verde de Mato Grosso (MS), enfrentando um dos desafios mais exigentes do esporte...


Durante o trajeto, Josy lidou com temperaturas elevadas, terreno arenoso e dunas de até 300 metros de altura

Josy Madruga durante maratona realizada no deserto da Namíbia (Foto: Divulgação)

A atleta sul-mato-grossense Josy Madruga representou o Brasil e o município de Rio Verde de Mato Grosso (MS), enfrentando um dos desafios mais exigentes do esporte de resistência ao participar do MDS RAID Namibia, realizado no deserto da Namíbia no início deste mês de maio.

A atleta Josy Madruga, de Mato Grosso do Sul, representou o Brasil no MDS RAID Namibia, uma exigente prova de resistência de 120 quilômetros realizada sob condições climáticas extremas. Em regime de autossuficiência, enfrentou dunas de 300 metros, calor intenso e noites geladas carregando dez quilos de mantimentos. Com trajetória iniciada aos 39 anos, Josy já planeja novos desafios nos desertos do Atacama e da Jordânia, consolidando sua carreira em ultramaratonas de alto nível técnico.

A prova reuniu competidores de diferentes países em um percurso total de 120 quilômetros, dividido ao longo de quatro dias sob condições extremas.

Disputada em formato de autossuficiência, a competição exigiu que cada atleta carregasse o próprio equipamento, incluindo alimentação e itens essenciais, em mochilas de aproximadamente 10 quilos.

Durante o trajeto, Josy encarou temperaturas elevadas, terreno arenoso e dunas que chegam a até 300 metros de altura.

Além do desgaste físico intenso, os participantes também enfrentaram o frio rigoroso durante a noite, dormindo no deserto com estrutura limitada. A combinação de calor extremo durante o dia e baixas temperaturas à noite tornou a prova ainda mais desafiadora do ponto de vista mental.

Segundo a atleta, a complexidade técnica do percurso foi um dos principais obstáculos.
“Correr no deserto da Namíbia, especialmente no MDS RAID Namibia, é muito exigente do ponto de vista técnico, principalmente nas dunas altas. As subidas em areia fofa reduzem a eficiência da passada e aumentam muito o gasto energético, exigindo ritmo controlado e cadência mais curta para evitar exaustão”, explicou.

Atleta de MS encarou prova de 120 km em aventura extrema no deserto da África
Josy comemorando medalha conquistada ao cumprir o desafio na Namíbia (Foto: Divulgação)

Josy também destacou as dificuldades nas descidas e os efeitos das condições climáticas.
“Apesar de parecerem mais leves, as descidas geram bastante impacto muscular e exigem controle para evitar sobrecarga. Somado ao calor e ao vento, que aceleram a desidratação, o desafio principal foi equilibrar técnica, economia de energia e estratégia ao longo do percurso.”

Durante a prova, a atleta ainda precisou lidar com câimbras, resultado de uma hidratação inadequada no início da competição. “Foi uma falha minha, mas que levo como aprendizado importante para provas desse nível”, afirmou.

A experiência na África faz parte de uma trajetória consolidada em provas de resistência em ambientes extremos.

Em 2025, Josy participou do Marathon des Sables Legendary, realizado no Marrocos, considerado uma das ultramaratonas mais difíceis do mundo, com percurso de 250 km em seis dias e temperaturas que podem atingir 50°C.

A corredora já projeta novos desafios internacionais. “E vamos nos cuidar porque em setembro tem Deserto do Atacama e em outubro MDS Jordânia”, adiantou.

Atleta de MS encarou prova de 120 km em aventura extrema no deserto da África
A atleta sul-mato-grossense encarou desafios extremos no deserto (Foto: Divulgação)

A relação de Josy com a corrida começou em 2017, quando tinha 39 anos. Natural de Campo Grande, ela encontrou no esporte um novo propósito de vida após a perda de uma parceira de treinos. Desde então, acumulou participações em provas nacionais e internacionais, incluindo triatlos, maratonas e competições de montanha.

Entre os principais eventos de sua trajetória estão o GP Extreme Triathlon, em Florianópolis (SC), e as provas Mountain Do no Brasil e na Argentina, além de participações simbólicas em corridas virtuais durante a pandemia, como Boston, Chicago, Pequim e Tóquio.

Com disciplina e resiliência, a atleta segue levando o nome de Mato Grosso do Sul a competições de alto nível, enfrentando alguns dos ambientes mais hostis do planeta.



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