Governo oficializa exoneração de diretor-presidente da Agesul, preso em operação

Rudi Fiorese foi preso ontem, em operação que apura esquema no serviço de tapa-buracos em Campo Grande Rudi Fiorese foi alvo de operação do Gecoc ontem (Foto: Arquivo) O diretor-presidente da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), Rudi Fiorese, foi exonerado do cargo, depois de ter sido preso ontem (12), no cumprimento de mandado...


Rudi Fiorese foi preso ontem, em operação que apura esquema no serviço de tapa-buracos em Campo Grande

Rudi Fiorese foi alvo de operação do Gecoc ontem (Foto: Arquivo)

O diretor-presidente da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), Rudi Fiorese, foi exonerado do cargo, depois de ter sido preso ontem (12), no cumprimento de mandado da Operação “Buraco Sem Fim”.

Rudi Fiorese, diretor-presidente da Agesul, foi exonerado após ser preso na Operação Buraco Sem Fim, que investiga fraudes em contratos de tapa-buracos em Campo Grande. Além dele, foram presos outros seis suspeitos, entre servidores e empresários. Fiorese já havia sido alvo de outra operação em 2023, que apurava desvio de R$ 300 milhões na prefeitura.

A investigação apura suposto esquema de fraudes em contratos dos serviços de tapa-buracos quando Fiorese comandava a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos de Campo Grande.

A exoneração de Fiorese já havia sido anunciada ontem, horas depois que a operação foi deflagrada.

Rudi Fiorese havia assumido a função no dia 2 de fevereiro deste ano. Antes de entrar para o Governo do Estado, foi secretário municipal de Obras, assumindo o cargo em 2016, quando Marcos Trad, o Marquinhos Trad, era prefeito.

Em 2023 foi exonerado, um ano após Adriane Lopes assumir a prefeitura.

Naquele mesmo ano, quando saiu do cargo, foi alvo da Operação Cascalhos de Areia do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) junto com outros empresários. O foco eram empresas, empreiteiros e servidores municipais supostamente envolvidos em esquema de corrupção e desvio de R$ 300 milhões.

Operação – A investigação foi deflagrada pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), em conjunto com o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). Foram 7 mandados de prisão e 11 de busca e apreensão

Além de Fiorese, foram presos o engenheiro Mehdi Talayeh, que exercia a função de superintendente de Serviços Públicos da Sisep; Edivaldo Aquino Pereira, responsável pela Gerência de Manutenção de Vias, setor que comanda as operações de tapa-buracos; os servidores Erik Antônio Valadão Ferreira de Paula e Fernando de Souza Oliveira; e os empresários Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa, dono da Construtora Rial Ltda., e Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa, o pai do empreiteiro.

Em edição extra do Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande), publicada ontem (12), Medhi Talayeh e Edivaldo Aquino Pereira foram exonerados dos cargos. Na publicação desta quarta-feira, não consta a saída dos outros servidores.



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