Deborah fez “cantinho secreto” com guarda-chuvas e feijoada às quartas

Entre árvore e decoração rústica, local chama atenção e faz sucesso com prato servido no meio da semana Feijoada servida de sábado e quarta-feira é carro-chefe da casa (Foto: Maya Severino) Os guarda-chuvas pendurados na fachada até parecem decoração de cidade turística, mas ficam na frente de um restaurante “escondido” no meio da Mata do...


Entre árvore e decoração rústica, local chama atenção e faz sucesso com prato servido no meio da semana

Feijoada servida de sábado e quarta-feira é carro-chefe da casa (Foto: Maya Severino)

Os guarda-chuvas pendurados na fachada até parecem decoração de cidade turística, mas ficam na frente de um restaurante “escondido” no meio da Mata do Jacinto. Em meio às plantas, madeira rústica e mesas, Deborah Machado, de 44 anos, encontrou um jeito diferente de chamar atenção de quem passa pela rua e, de quebra, conquistar clientes para a feijoada servida às quartas-feiras.

Restaurante Dedo de Moça, localizado na Rua Olímpio Klafke, 133, no bairro Mata do Jacinto, em Campo Grande, chama atenção pelos guarda-chuvas coloridos na fachada e pelo ambiente repleto de plantas. Comandado por Deborah Machado, de 44 anos, o espaço funciona há nove anos e tem a feijoada como prato principal, servida às quartas e sábados. Os pratos variam entre R$ 26,99 e R$ 47.

Quem passa pela frente costuma parar e olhar melhor o cenário colorido no meio da rua comum do bairro. Tem gente que entra pela curiosidade, tira foto dos guarda-chuvas e só depois descobre que ali funciona um restaurante. Deborah conta que a decoração acabou virando parte da identidade da casa.

Deborah fez “cantinho secreto” com guarda-chuvas e feijoada às quartas
Deborah fez “cantinho secreto” com guarda-chuvas e feijoada às quartas
Restaurante caiu nas graças do povo pela comida e decoração (Foto: Maya Severino)

“A minha decoração é uma das coisas que mais chama a atenção aqui. Gosto muito e nas viagens que faço vejo muito isso e quis trazer para cá. É algo rustico. Eu fui agregando, por isso esse espaço diferente, que mistura muitas plantas e o guarda-chuva. Eu sou de família nordestina”.

Antes do restaurante funcionar no  estilo mais caseiro, ela tinha um sushi em Bonito, mas a dificuldade em depender de mão de obra especializada fez a empresária mudar completamente o rumo da cozinha. “Comida caseira de vó muitos podem fazer”, comenta.

A ideia do espaço nasceu das referências que foi acumulando ao longo da vida. Natural do interior de Mato Grosso do Sul, Deborah morou 2 anos em Bonito, antes de vir para Campo Grande. O restaurante que batizou de Dedo de Moça já comemorou 9 anos de existência.

Deborah fez “cantinho secreto” com guarda-chuvas e feijoada às quartas
Deborah fez “cantinho secreto” com guarda-chuvas e feijoada às quartas
Deborah investiu no que gostava de fazer em casa, comida caseira e simples (Foto: Maya Severino)

Quem conheceu a casa antes do verde tomar conta quase não reconhece mais o lugar. Deborah lembra que o imóvel era simples, sem varanda e praticamente sem áreas verdes. Com o tempo, ela foi mudando tudo para deixar o ambiente mais fresco e acolhedor.

“.Quando cheguei aqui era uma casa tradicional da Mata do Jacinto,  casa de vila, mesmo, bairro antigo. Não tinha varanda e nada de verde. Por conta do calor fui dando esse toque de deixar uma coisa mais aconchegante”.

Antes de trabalhar com comida, ela atuava como corretora de imóveis. O restaurante apareceu quase sem planejar. Depois de anos recebendo amigos em casa e cozinhando pratos que já viraram tradição na família ela resolveu se jogar no ramo. “Sempre gostei de fazer dobradinha, feijoada. Era um hobby e acabou acontecendo.”

Deborah fez “cantinho secreto” com guarda-chuvas e feijoada às quartas
Deborah fez “cantinho secreto” com guarda-chuvas e feijoada às quartas
Clientes tem cantinho cativo no restaurante que mistura plantas com quarda-chuva (Foto: Maya Severino)

Hoje, mesmo com a equipe montada, Deborah faz questão de continuar próxima da cozinha. Se alguém falta, ela assume o fogão sem dificuldade. “Eu consigo entrar e fazer tudo para manter a qualidade à qual meus clientes estão acostumados.”

E se existe um prato que segura a fama da casa, é a feijoada, que começou a ser feita apenas aos sábados, mas ganhou espaço fixo também na quarta-feira por insistência dos clientes que trabalham na região do Parque dos Poderes.

“O carro-chefe é a feijoada. Hoje quarta-feira é o dia que mais vendo. Faço uma panelona e vai tudo”, conta. No cardápio ainda aparecem filé de frango grelhado ou à milanesa, bife acebolado, bife a cavalo, parmegiana e strogonoff de carne ou frango. Os pratos variam entre R$ 26,99 e R$ 47, mas Deborah sabe que muita gente vai até lá também pela experiência de sentar no quintal cheio de verde.

Confira a galeria de imagens:

Entre os cantinhos preferidos dos clientes está uma árvore inclinada pelo vento que acabou virando ponto disputado nas mesas. “Tem cliente que ama sentar perto dela. É um cantinho cativo.”

As plantas foram chegando aos poucos, ocupando corredores, varanda e entrada da casa. Os guarda-chuvas vieram depois e ajudaram a transformar o restaurante quase em um endereço secreto no bairro. “As pessoas gostam muito desse espaço. As crianças adoram e o pessoal tira bastante foto.”

O restaurante fica na Rua Olímpio Klafke, 133, no bairro Mata do Jacinto e funciona de segunda a sábado, das 10 às 13h30.



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