Gremista apaixonado, ele já completou mais de 200 álbuns entre Copa do Mundo e campeonatos internacionais
Quem chega à Banca Modular nos fins de semana dá de cara com o “presidente” das figurinhas. O título pertence a Gilberto Rigon, de 83 anos, o mais velho da turma que se reúne para trocar as relíquias do futebol. Cercado de jovens, ele participa das conversas, brincadeiras e negociações do álbum da Copa do Mundo.
O hábito é mantido religiosamente há 16 anos, desde quando começou a frequentar o espaço localizado na Rua Antônio Maria Coelho para comprar tudo o que existe dos times brasileiros e internacionais.
O presidente bate ponto todo sábado e domingo por ali, chegando cedo, entre 8h e 9h da manhã, para trocar figurinhas, conversar e acompanhar o movimento que cresceu junto com ele. Quando questionado sobre o apelido carinhoso, ele ri.
O hábito vai além dos álbuns da Copa do Mundo. Gilberto coleciona Brasileirão, Premier League, La Liga, Champions League e até edições especiais lançadas ao longo do ano. Gremista apaixonado, monta álbuns para ele e também para os netos. Já passou dos 200 completos. “Não fazemos só álbum da Copa, é de futebol mesmo”, resume. Ele faz parte de um grupo sem nome, de 8 a 14 pessoas, que se reúnem para manter a tradição.
No meio dos jovens, Gilberto não se intimida. Fica ali o tempo que for preciso, conversa, brinca e participa como qualquer outro integrante da turma. A diferença é que, enquanto muitos começaram agora, Gilberto já traz uma vida inteira de histórias.
Antes da aposentadoria, trabalhou na lavoura. Veio do Rio Grande do Sul para Campo Grande em 1979 para mexer na área rural. Passou anos dirigindo trator até se aposentar.
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Hoje, trocou a rotina pesada da lavoura pelas páginas coloridas dos álbuns e pelo encontro de fim de semana na banca. Mais do que colecionar figurinhas, Gilberto coleciona companhia, memória e um espaço onde a idade nunca foi motivo para ficar de fora.

