A sujeira e outras crendices nos primeiros anos de C.Grande

José Antônio Pereira chegou à região de Campo Grande em 21 de junho de 1.872. Pouco tempo antes dele, sabemos que, alguns poucos negro e  pelo menos um branco, viviam nesse território. E antes de todos, existiam indígenas? Não sabemos. Há apenas suposições, meras teorias. Todavia, não é possível duvidar que por aqui passaram Caiapós....


A sujeira e outras crendices nos primeiros anos de C.Grande

José Antônio Pereira chegou à região de Campo Grande em 21 de junho de 1.872. Pouco tempo antes dele, sabemos que, alguns poucos negro e  pelo menos um branco, viviam nesse território. E antes de todos, existiam indígenas? Não sabemos. Há apenas suposições, meras teorias. Todavia, não é possível duvidar que por aqui passaram Caiapós. Passar não é o mesmo que viver. Assim como percorreram soldados brasileiros que voltavam para suas casas em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, após a guerra promovida pelo maluco Solano Lopes. Como viviam os primeiros moradores da futura cidade? Em condições extremamente primitivas, muito difícil de imaginar.

A sujeira e outras crendices nos primeiros anos de C.Grande

Crenças e premonições.

Acreditavam, por exemplo, que manhãs chuvosas eram arautos de males. Moscas no ar, cometas nos céus, relâmpagos e trovoadas traziam doenças. Acertaram no papel doentio das moscas. Eclipses eram sinais de fim dos tempos. Estavam constantemente olhando para os céus. A má disposição dos corpos celestes envenenava os corpos humanos, impedia a plantação e matava as poucas vacas, cavalos e burros. Galinha amanhecia de perna para o ar, era a “sabedoria” popular quando um planeta estava “fora de posição”, sabe-se lá o que isso significava.

A sujeira e outras crendices nos primeiros anos de C.Grande

Sugismundo ou morte!

Os poros fechados pela sujeira protegiam da entrada dos males. Imaginem a fedentina daqueles primeiros moradores da cidade. Não admitiam tomar banho. A regra era não se lavar. Aqueles que não abriam mão do banho eram libidinosos. Não é demais lembrar que, apesar de por aqui não ter padre, a igreja desencorajava os banhos, pois ensejavam a sensualidade. A vida desses homens, mulheres e crianças estava sempre por um fio. Era extremamente difícil.

 

Os artigos publicados com assinatura não traduzem necessariamente a opinião do portal. A publicação tem como propósito estimular o debate e provocar a reflexão sobre os problemas brasileiros.



Source link