Assaltantes vigiaram rotina em busca de ouro antes de ataque na Vila Marli

Grupo monitorou vítima por 3 dias, tentou levá-la à força e acabou preso após troca de tiros com policial Assaltantes monitoraram por três dias a rotina de um idoso de 62 anos antes de tentar roubá-lo em Campo Grande. A vítima foi baleada na cabeça na Vila Marli e está estável na Santa Casa. Dois...


Grupo monitorou vítima por 3 dias, tentou levá-la à força e acabou preso após troca de tiros com policial

Assaltantes monitoraram por três dias a rotina de um idoso de 62 anos antes de tentar roubá-lo em Campo Grande. A vítima foi baleada na cabeça na Vila Marli e está estável na Santa Casa. Dois homens foram presos e um adolescente de 17 anos foi apreendido. O grupo foi recrutado por um preso identificado como “Magno”. Um policial que morava nas proximidades reagiu e feriu o menor, que confessou o crime na UPA.

Assaltantes monitoraram a rotina de um idoso de 62 anos por pelo menos três dias antes da tentativa de roubo que terminou com a vítima baleada na cabeça na manhã desta sexta-feira (29), na Vila Marli, em Campo Grande. Segundo a polícia, o grupo pretendia invadir a casa do homem em busca de dinheiro, ouro e outros bens de valor. Apesar do ferimento, ele está estável na Santa Casa.

As novas informações constam no boletim de ocorrência registrado pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar após a prisão de dois homens e a apreensão de um adolescente de 17 anos.

Conforme apurado pelo Campo Grande News, os presos são Thiago Rodrigo Vieira Barbosa e Wagner Gabriel Silva Braga. O terceiro envolvido não teve a identidade divulgada por ser adolescente.

Local onde ocorreu o crime (Foto: Osmar Veiga)

O plano – Segundo relato do adolescente, o grupo foi recrutado há cerca de três dias por um interno do sistema prisional conhecido como “Magno”. O plano, conforme contou à polícia, era render a vítima e invadir a residência dela, onde supostamente haveria dinheiro, ouro e outros objetos de valor.

Após as informações, os policiais localizaram o VW Gol no Bairro Tiradentes. Thiago foi encontrado ao lado do veículo e se rendeu. Já Wagner correu para dentro de uma residência e tentou fugir pulando muros de imóveis vizinhos, mas acabou localizado escondido em outra casa, na Rua da Orquestra.

Ainda conforme a polícia, um dos presos utilizava tornozeleira eletrônica.

Dentro do carro, que tinha registro de roubo e furto, os policiais encontraram o revólver calibre .38 usado no crime, com numeração raspada, além da mochila da vítima, um facão, roupas manchadas de sangue e outros objetos.

Assaltantes vigiaram rotina em busca de ouro antes de ataque na Vila Marli
Objetos apreendidos pelo Choque (Foto: Direto das Ruas)

O crime – O ataque aconteceu por volta das 6h, na Rua Professor Henrique Cirilo Corrêa, próximo a um ponto de ônibus, quando as vítimas estavam na rua. Três homens armados chegaram em um VW Gol branco e tentaram forçar uma das vítimas a entrar no carro.

Sem conseguir colocar o homem no veículo, os criminosos efetuaram um disparo que atingiu a vítima na cabeça. Mesmo ferido, o homem foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado em estado grave para a Santa Casa.

Durante a ação, os suspeitos ainda roubaram uma mochila preta com pertences pessoais e um celular Samsung.

As vítimas resistiram e pediram socorro. Um policial militar que mora nas proximidades ouviu os disparos e saiu para verificar a situação. Conforme o boletim, ele ordenou que os criminosos parassem, momento em que um dos suspeitos apontou a arma em direção ao militar.

Diante da ameaça, o policial reagiu e atirou contra os autores. Um dos disparos atingiu a mão do adolescente envolvido no crime. Mesmo feridos, os suspeitos fugiram no carro usado na ação.

Pouco depois, equipes do Choque localizaram o adolescente na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Coronel Antonino, onde ele buscava atendimento médico. Durante a entrevista preliminar, o adolescente confessou participação no crime e indicou os nomes dos comparsas.

Também foram apreendidos quatro celulares, um relógio prata e uma corrente prata. A perícia esteve nos locais e o caso segue em investigação.



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