Corpo de pesquisadora alemã morta em acidente aguarda decisão da família

Jornalista e bióloga já foi identificada e corpo segue no Imol à espera de liberação Lydia Theresia Möcklinghoff participava de estudos sobre o comportamento de animais silvestres (Foto: Reprodução/Instagram) Mato Grosso do Sul aguarda uma decisão da família da pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff, de 45 anos, para dar sequência aos procedimentos de liberação do...


Jornalista e bióloga já foi identificada e corpo segue no Imol à espera de liberação

Lydia Theresia Möcklinghoff participava de estudos sobre o comportamento de animais silvestres (Foto: Reprodução/Instagram)

Mato Grosso do Sul aguarda uma decisão da família da pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff, de 45 anos, para dar sequência aos procedimentos de liberação do corpo da cientista, morta na queda de um avião de táxi aéreo na manhã de sexta-feira (3), em Campo Grande.

Mato Grosso do Sul aguarda decisão da família da pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff, 45 anos, morta na queda de um táxi aéreo em Campo Grande na sexta-feira (3), para liberar o corpo. A identidade foi confirmada sem necessidade de exames complementares. O piloto Henrique Martin de Carvalho também morreu e já foi sepultado. As causas do acidente, ocorrido sob neblina, seguem sob investigação do Cenipa e da Polícia Civil.

Embora a identificação da vítima já tenha sido concluída, o corpo permanece no Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) até que familiares ou representantes legais definam os próximos passos. Entre as possibilidades estão o traslado para a Alemanha ou a realização do sepultamento no Brasil.

Conforme nota divulgada pela Polícia Científica de Mato Grosso do Sul, não houve necessidade de exames complementares, como teste de DNA ou identificação papiloscópica, já que a identidade da pesquisadora foi formalmente estabelecida pela autoridade policial.

A liberação poderá ser feita por um familiar ou por representante legalmente constituído, incluindo advogado ou integrante do consulado alemão.

Em casos envolvendo estrangeiros mortos no Brasil, é comum que consulados auxiliem na comunicação com familiares, na emissão de documentos e nos procedimentos necessários para o transporte internacional do corpo. Dependendo da escolha da família, parentes também podem viajar ao país para acompanhar pessoalmente os trâmites.

Situação semelhante foi registrada em Mato Grosso do Sul após a morte do arquiteto e urbanista chinês Kongjian Yu, que morreu em uma queda de avião no Pantanal em 2025. Na ocasião, familiares vieram ao Estado para acompanhar os procedimentos relacionados à liberação do corpo e ao retorno ao país de origem.

Lydia estava a bordo da aeronave ao lado do piloto Henrique Martin de Carvalho, que também morreu no acidente. O corpo dele já foi liberado pela perícia e sepultado na manhã deste sábado (4), em Campo Grande.

Corpo de pesquisadora alemã morta em acidente aguarda decisão da família
Lydia em campo onde pesquisava a fauna brasileira e estudava o comportamento de animais silvestres (Foto: Reprodução/Instagram)

Vida dedicada ao Pantanal – Zoóloga, ecóloga tropical, bióloga comportamental e jornalista científica, Lydia construiu uma trajetória ligada à conservação da fauna brasileira. Doutoranda na Alemanha, ela mantinha pesquisas voltadas ao estudo de mamíferos silvestres e era parceira de longa data do Instituto Tamanduá.

A pesquisadora viajava frequentemente ao Pantanal para trabalhos de campo e monitoramento de espécies. Na sexta-feira, seguia para mais uma expedição científica quando o avião caiu poucos instantes após decolar do Aeroporto Santa Maria.

A morte provocou comoção entre pesquisadores, ambientalistas e instituições ligadas à conservação da biodiversidade, tanto no Brasil quanto no exterior.

Corpo de pesquisadora alemã morta em acidente aguarda decisão da família
Destroços da aeronave bimotor modelo Seneca foram encontrados em área de mata após queda na manhã desta sexta-feira (Foto: Juliano Almeida)

Investigação continua – As circunstâncias da queda seguem sendo investigadas pela Polícia Civil, por meio do Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), com apoio da Polícia Científica.

Também atuam na apuração técnica o Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) e o Seripa IV (Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).

Neste sábado (4), investigadores realizaram a retirada de motores, hélices e outros componentes da aeronave para análises periciais. O objetivo é identificar os fatores que contribuíram para o acidente, sem atribuição de culpa ou responsabilidade criminal.

O avião caiu poucos instantes após decolar do Aeroporto Santa Maria, em uma manhã marcada por neblina e baixa visibilidade. Além de Lydia, o piloto Henrique Martin de Carvalho morreu no local. As causas do acidente ainda não foram determinadas.

Corpo de pesquisadora alemã morta em acidente aguarda decisão da família
Equipes movendo motor do avião (Foto: Maya Severino)



Source link