Campo Grande recebe fórum internacional para impulsionar a Rota Bioceânica

Evento reunirá líderes, investidores e empresas para discutir logística, comércio exterior e integração A Ponte da Bioceânica, entre Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta, no Paraguai, está na fase final de construção e é considerada uma das obras estratégicas para viabilizar o corredor que ligará o Brasil aos portos do Oceano Pacífico. (Foto: Osmar Veiga)...


Evento reunirá líderes, investidores e empresas para discutir logística, comércio exterior e integração

A Ponte da Bioceânica, entre Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta, no Paraguai, está na fase final de construção e é considerada uma das obras estratégicas para viabilizar o corredor que ligará o Brasil aos portos do Oceano Pacífico. (Foto: Osmar Veiga)

Campo Grande será palco, nos dias 4 e 5 de setembro, do 2º Fórum Sul-Americano de Integração da Rota Bioceânica, evento que reunirá empresários, investidores, representantes governamentais, instituições internacionais e especialistas para debater o futuro do corredor logístico que promete transformar o comércio entre a América do Sul e a Ásia. A expectativa é consolidar Campo Grande como um dos principais centros de discussão sobre a integração continental e a atração de novos investimentos.

Campo Grande sediará nos dias 4 e 5 de setembro o 2º Fórum Sul Americano de Integração da Rota Bioceânica, reunindo empresários, investidores, autoridades e especialistas para discutir logística, infraestrutura e comércio exterior. O evento busca atrair negócios e consolidar a capital como centro da integração continental, enquanto avançam obras como a Ponte da Bioceânica, entre Porto Murtinho e o Paraguai, prevista para ser concluída em setembro.

Considerado o maior encontro empresarial voltado à integração da América do Sul, o fórum terá grandes painéis temáticos, rodadas nacionais e internacionais de negócios, exposição de empresas, espaço para conexões entre participantes e apresentação de produtos, serviços e soluções voltados à logística, infraestrutura, inovação, comércio exterior e desenvolvimento sustentável.

O evento está sendo promovido pela Prefeitura de Campo Grande. A programação reunirá representantes do setor produtivo, investidores, autoridades públicas e instituições ligadas aos países conectados pela Rota Bioceânica, criando um ambiente voltado à geração de negócios e ao fortalecimento das relações comerciais na América do Sul.

Além dos debates, o encontro contará com rodadas de negócios, espaços para exposição empresarial e oportunidades de conexão direta entre empresas e mercados nacionais e internacionais. A proposta é aproximar investidores e empreendedores interessados nas oportunidades criadas pelo novo corredor logístico continental.

O que é a Rota Bioceânica

Também conhecida como RILA (Rota de Integração Latino-Americana) ou Corredor Rodoviário de Capricórnio, a Rota Bioceânica é uma infraestrutura com mais de 2,4 mil quilômetros que conecta os oceanos Atlântico e Pacífico por meio de rodovias que atravessam o Brasil, o Paraguai, a Argentina e o Chile.

No Brasil, Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, é a porta de entrada do corredor. A expectativa dos quatro países é que a nova ligação reduza em até 30% os custos logísticos e em até 15 dias o tempo de transporte de mercadorias destinadas ao mercado asiático, em comparação com rotas tradicionais, como a passagem pelo Canal do Panamá.

Além de ampliar a competitividade das exportações brasileiras, a rota deverá facilitar a importação de produtos asiáticos e fortalecer a integração econômica entre os países participantes.

Obras avançam

Enquanto empresários discutem oportunidades de negócios em Campo Grande, as principais obras do corredor seguem avançando.

A Ponte da Bioceânica, que ligará Porto Murtinho a Carmelo Peralta, no Paraguai, está na fase final de construção e tem conclusão prevista para setembro deste ano. A estrutura é considerada uma das obras mais importantes para consolidar a ligação rodoviária entre os países.

Outro avanço ocorre no Chaco paraguaio, onde já começou a aplicação da base asfáltica do terceiro trecho da rodovia PY15, entre Mariscal Estigarribia e Pozo Hondo, na fronteira com a Argentina. Com 224 quilômetros de extensão, esse é o último segmento ainda sem pavimentação em território paraguaio.

Ambiente para gerar negócios

Mais do que um espaço para debates, o fórum foi concebido para aproximar empresas, investidores e governos interessados nas oportunidades abertas pela integração continental.

A programação inclui painéis com grandes lideranças, rodadas de negócios nacionais e internacionais, apresentação de produtos, serviços e soluções inovadoras, estandes empresariais e networking estratégico de alto nível.

Segundo a organização, empresas que se posicionarem desde agora estarão mais preparadas para aproveitar as transformações econômicas impulsionadas pela Rota Bioceânica, considerada um dos projetos de integração logística mais importantes da América do Sul e um dos principais vetores de desenvolvimento para Mato Grosso do Sul nas próximas décadas.



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