Pessoas com deficiência ocupam menos de 1% dos empregos formais em MS

Estado fica abaixo da média nacional, apesar de salário médio ligeiramente maior para esse grupo Homem cadeirante trabalha compo frentista em posto de gasolina da rede BR (Foto: Agência Brasil) Pessoas com deficiência ocupavam apenas 0,91% dos vínculos formais de trabalho em Mato Grosso do Sul em 2025. O percentual ficou abaixo da média nacional,...


Estado fica abaixo da média nacional, apesar de salário médio ligeiramente maior para esse grupo

Homem cadeirante trabalha compo frentista em posto de gasolina da rede BR (Foto: Agência Brasil)

Pessoas com deficiência ocupavam apenas 0,91% dos vínculos formais de trabalho em Mato Grosso do Sul em 2025. O percentual ficou abaixo da média nacional, de 1,27%, segundo levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), elaborado com dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais), do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).

Em Mato Grosso do Sul, pessoas com deficiência ocupavam apenas 0,91% dos vínculos formais de trabalho em 2025, abaixo da média nacional de 1,27%, segundo o Dieese. A remuneração média das PcD no Estado foi de R$ 4.409, valor superior à média dos demais trabalhadores formais. O IBGE aponta 174,8 mil pessoas com deficiência no Estado, equivalente a 6,5% da população.

Apesar da baixa participação entre os trabalhadores com carteira assinada, a remuneração real média das pessoas com deficiência no Estado foi de R$ 4.409, valor R$ 70 superior à média de R$ 4.339 registrada entre os demais vínculos formais.

Conforme o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Mato Grosso do Sul possui 174,8 mil pessoas com deficiência, o equivalente a 6,5% da população de dois anos ou mais. Desse total, 97 mil são mulheres. O Estado também possui aproximadamente 29 mil pessoas diagnosticadas com TEA (Transtorno do Espectro Autista).

Entre as dificuldades pesquisadas pelo Censo, 3,6% da população sul-mato-grossense apresentava deficiência visual, 2,4% tinha dificuldades cognitivas ou de comunicação, 2,3% possuía deficiência motora e 1,1%, auditiva.

No País, pessoas com deficiência ocupavam 759 mil postos formais em 2025. As maiores participações foram registradas no Distrito Federal, com 1,83%, em São Paulo, com 1,55%, e na Paraíba e em Santa Catarina, ambos com 1,38%. Tocantins apresentou o menor índice, de 0,64%.

O levantamento também mostra que somente uma em cada 29 pessoas com deficiência empregadas formalmente ocupava cargo de direção ou gerência. A deficiência física concentrava 41% dos vínculos, seguida pela visual, com 18%, auditiva, com 17%, intelectual, com 13%, trabalhadores reabilitados, com 8%, e deficiência múltipla, com 4%.

Painel de dados na íntegra:

Pessoas com deficiência ocupam menos de 1% dos empregos formais



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