Fiscalização apreende remédios de farmácia ligada a laboratório ilegal

Equipes fazem vistoria em farmácia situada no Shopping Dubai, em Pedro Juan Caballero, na fronteira com Ponta Porã. (Foto: Direto das Ruas) Ministério Público do Paraguai e a polícia fizeram buscas nesta sexta-feira (7) em uma farmácia instalada no Shopping Dubai, em Pedro Juan Caballero, cidade vizinha de Ponta Porã, a 313 quilômetros de Campo...


Equipes fazem vistoria em farmácia situada no Shopping Dubai, em Pedro Juan Caballero, na fronteira com Ponta Porã. (Foto: Direto das Ruas)

Ministério Público do Paraguai e a polícia fizeram buscas nesta sexta-feira (7) em uma farmácia instalada no Shopping Dubai, em Pedro Juan Caballero, cidade vizinha de Ponta Porã, a 313 quilômetros de Campo Grande. A ação ocorreu por suspeita de ligação do estabelecimento com o proprietário de uma casa onde funcionava um laboratório clandestino de tirzepatida, descoberto pelas autoridades paraguaias no dia anterior.

Autoridades do Paraguai realizaram buscas em uma farmácia no Shopping Dubai, em Pedro Juan Caballero, vizinha a Ponta Porã, suspeita de ligação com laboratório clandestino de tirzepatida. Três pessoas foram indiciadas por comercializar medicamentos sem autorização. A ação ocorre após a Dinavisa interditar 11 farmácias locais por irregularidades na venda de emagrecedores, incluindo produtos falsificados e itens contrabandeados do Brasil.

Conforme apurado pela reportagem, a fiscalização ocorreu na Zahara Farmacia, dentro do centro comercial bastante frequentado por brasileiros. A promotora Kathia Uemura coordenou a ação cerca de 36 horas depois da localização do laboratório clandestino.

Segundo a investigação, o estabelecimento teria ligação direta com o dono do imóvel onde funcionava a produção irregular. As autoridades consideram que o intervalo entre a descoberta do laboratório e a busca na farmácia pode ter permitido a retirada de produtos suspeitos do local.

Mesmo assim, os agentes apreenderam um lote de medicamentos de diferentes marcas e fabricantes. As amostras serão encaminhadas para exames que devem apontar possíveis alterações na composição e verificar se os produtos atendem às regras sanitárias para venda ao público.

Três pessoas passaram a responder pela suspeita de comercializar medicamentos sem autorização e produtos que podem oferecer risco à saúde. A investigação aguarda os resultados das análises químicas e dos relatórios técnicos da Dinavisa (Direção Nacional de Vigilância Sanitária), órgão sanitário que se equipara à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Os documentos devem ajudar as autoridades paraguaias a identificar a origem dos medicamentos, a extensão das irregularidades e a eventual participação de outras pessoas ou estabelecimentos no esquema.

A nova ação ocorre dois dias depois de a Dinavisa interditar temporariamente 11 farmácias de Pedro Juan Caballero por irregularidades na venda e divulgação de emagrecedores. Os estabelecimentos já tinham recebido notificações para retirar produtos sem autorização, mas não cumpriram a determinação.

Entre os medicamentos encontrados naquela fiscalização estavam produtos conhecidos no mercado clandestino de Mato Grosso do Sul, como “Lipoless”, “T.G.” e “Tirzec”. Os fiscais também localizaram uma versão falsificada de retatrutida, sem registro sanitário no Paraguai, além de mercadorias levadas irregularmente do Brasil.

As 11 farmácias permaneceram fechadas até cumprirem as exigências sanitárias estabelecidas pelo órgão paraguaio.



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