Sem cocaína, carga de madeira é liberada após quase 2 meses retida em Corumbá

Caminhões ficaram 53 dias parados, enquanto laudos apontavam resultado negativo para a droga Após quase dois meses retida no Porto Seco de Corumbá, a cerca de 430 quilômetros de Campo Grande, a carga de madeira apreendida por suspeita de estar contaminada com cocaína foi liberada entre a noite de quarta-feira (12) e a manhã desta...


Caminhões ficaram 53 dias parados, enquanto laudos apontavam resultado negativo para a droga

Após quase dois meses retida no Porto Seco de Corumbá, a cerca de 430 quilômetros de Campo Grande, a carga de madeira apreendida por suspeita de estar contaminada com cocaína foi liberada entre a noite de quarta-feira (12) e a manhã desta quinta-feira (13). A decisão ocorre após quatro exames periciais da Polícia Federal confirmarem que não havia cocaína no material.

Após quase dois meses retida no Porto Seco de Corumbá, a carga de madeira apreendida durante a Operação Timber Shield foi liberada depois de quatro laudos da Polícia Federal descartarem a presença de cocaína. A Receita Federal também isentou as transportadoras das tarifas de estadia. A operação, que envolveu Brasil, Estados Unidos e Bolívia, havia sido anunciada como a maior apreensão de cocaína da história.

Além da liberação da carga, a Receita Federal declarou que as transportadoras não precisam pagar as tarifas de estadia e armazenagem dos veículos referentes ao período em que permaneceram retidos por determinação aduaneira. A decisão consta em despacho emitido pelo órgão com base em parecer da própria Receita.

O documento declara a “inexigibilidade” das tarifas cobradas durante o período de retenção cautelar dos veículos envolvidos na operação. A medida é referente aos quatro caminhões apreendidos no pátio da Agesa (Armazéns Gerais Alfandegados de Mato Grosso do Sul).

A liberação ocorre depois de uma sequência de exames que afastaram a hipótese de presença de cocaína na madeira. O último laudo da Polícia Federal, produzido pelo Instituto Nacional de Criminalística e encaminhado ao MPF (Ministério Público Federal) nesta semana, reuniu os resultados de quatro análises periciais, todas negativas para cocaína.

Foram examinadas amostras de serragem e fragmentos de madeira retiradas das cargas. Segundo os laudos, nenhum dos materiais apresentou cocaína ou outra substância de interesse forense nas técnicas utilizadas.

Processo de extração da serragem realizado pelos peritos da Polícia Federal (Foto: Reprodução/Laudo)
Sem cocaína, carga de madeira é liberada após quase 2 meses retida em Corumbá
Agentes da Receita em cima de carga de madeira que era considerada a “maior apreensão da história” (Foto: Divulgação)

A carga foi apreendida em 21 de junho, durante a Operação Timber Shield, que envolveu a Receita Federal e autoridades do Brasil, dos Estados Unidos e da Bolívia. Na ocasião, aproximadamente 260 toneladas de madeira foram retidas em Corumbá e Cáceres (MT) sob suspeita de estarem impregnadas com cocaína em estado líquido.

A Receita Federal chegou a divulgar a ação como a maior apreensão de cocaína da história, considerando a hipótese de que o entorpecente estivesse impregnado na madeira.

No entanto, testes realizados posteriormente não confirmaram a presença da droga. Exames feitos pela Polícia Federal e análises realizadas por autoridades bolivianas tiveram resultado negativo. O laudo pericial definitivo produzido pela PF, divulgado nesta segunda-feira (10) pelo Campo Grande News também descartou a existência de cocaína nas amostras.



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