Oito disputam o Executivo estadual; Riedel reúne a maior estrutura proporcional, com 193 nomes
Mato Grosso do Sul soma 419 registros de candidaturas para as eleições de 2026 no DivulgaCand, sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), conforme levantamento feito na noite deste sábado (15). São oito candidatos a governador, oito a vice-governador, dez ao Senado, dez primeiros suplentes, dez segundos suplentes, 122 a deputado federal e 251 a deputado estadual. O prazo para partidos, federações e coligações apresentarem os pedidos terminou às 19h.
Mato Grosso do Sul registrou 419 candidaturas para as eleições de 2026 no sistema DivulgaCand do TSE, sendo 8 para governador, 8 para vice-governador, 10 para o Senado e 373 nas disputas proporcionais. O governador Eduardo Riedel lidera em estrutura partidária, com 193 candidatos proporcionais, enquanto Fábio Trad soma 33 e Delcídio Amaral, 26. O PCO e o Agir têm as menores estruturas entre os partidos com candidatos ao Executivo estadual.
As disputas proporcionais concentram 373 nomes, com 122 candidatos à Câmara dos Deputados e 251 à Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul). Os outros 46 registros estão nas chapas para Governo e Senado. Entre os oito candidatos ao Executivo estadual, Eduardo Riedel reúne a maior estrutura de partidos com candidaturas proporcionais.
Em números
Eduardo Riedel concorre à reeleição com Barbosinha como vice e tem uma base que reúne Federação União Progressista, PL, PSDB Cidadania, MDB, Republicanos e Avante entre os grupos com candidatos proporcionais.
Juntos, eles somam 53 candidatos a deputado federal e 140 a estadual, total de 193 nomes. A mesma composição tem Renan Contar e Reinaldo Azambuja na disputa pelo Senado.
A Federação União Progressista registra nove candidatos a federal e 23 a estadual, enquanto o PL tem nove e 25. A Federação PSDB Cidadania soma nove e 24; o MDB, nove e 19; o Republicanos, nove e 24; e o Avante, oito e 25. Assim, mais da metade dos 373 registros proporcionais de Mato Grosso do Sul está concentrada nesse bloco.
Fábio Trad disputa o Governo com Gilda Maria Gomes como vice e é o candidato ligado à Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV.
O grupo registra nove candidatos a deputado federal e 24 a estadual, total de 33 nomes nas duas disputas. Soraya e Vander Loubet são os candidatos ao Senado vinculados à candidatura de Trad.
A diferença de tamanho para a base de Riedel é de 160 registros proporcionais.
A Federação Brasil da Esperança tem 33 nomes, diante dos 193 contabilizados entre os grupos que sustentam o atual governador.
Já Delcídio Amaral concorre pela Federação Renovação Solidária, formada por PRD e Solidariedade, e tem Mariliana Santos como vice.
A federação lançou nove candidatos a deputado federal e 17 a estadual, total de 26 registros proporcionais.
Valter Juvenal disputa o Senado, com Perroni na primeira suplência e Eng. Adamario de Lana na segunda.
Mariliana ficou com a vaga de vice que havia sido destinada inicialmente a Francisca Ajala. No material mais recente do DivulgaCand, é Mariliana quem aparece registrada ao lado de Delcídio.
João Henrique Catan representa o Novo e tem Antônio João Jacinto como candidato a vice. O partido registra nove candidatos a deputado federal e 22 a estadual, com 31 nomes nas eleições proporcionais.
Roberto Oshiro concorre ao Senado, acompanhado por Augusto Aléssio e Italivio Neto como suplentes.
O Novo tem a maior estrutura proporcional entre as candidaturas ao Governo que concorrem sem uma aliança partidária mais ampla. São 31 registros, cinco a mais que a Federação Renovação Solidária. A maior parte está na disputa pela Assembleia Legislativa, com 22 nomes.
Entre os outros nomes, estão o economista Renato Gomes, que concorre pelo DC com Roberto Patzlaff como vice.
O partido soma nove candidatos a deputado federal e 18 a estadual, total de 27 nomes nas proporcionais.
Luiz Lemes disputa o Senado, com André Costa Maciel como primeiro suplente e Aldeci Teixeira como segundo.
Thiago Martins era o então vice da sigla, mas desistiu por motivos pessoais. Patzlaff, que era 1º suplente para o Senado, foi convocado para a vacância partidária.
Lucien Rezende disputa o Governo pela Federação PSOL Rede e tem Kaelly Virginia Saraiva como vice. A federação apresenta nove candidatos a deputado federal e dez a estadual, total de 19 registros proporcionais.
Jonas Carlos, o “Beto do Movimento” concorre ao Senado, com Elizangela Tiago e Kátia Bastos nas suplências.
A Federação tem uma das menores listas para a Assembleia Legislativa, com dez candidatos. Na disputa federal, porém, registrou nove nomes. O grupo chega às eleições com 19 candidaturas proporcionais.
Já Daniel Lemes concorre ao Governo pelo PCO com Silvia Benites como vice. O partido registrou três candidatos a deputado federal e quatro a estadual, com sete nomes nas proporcionais.
Valderi Garcia disputa o Senado, com Luciano Lemes na primeira suplência e Thiago Assad na segunda.
O PCO tem a menor estrutura proporcional entre os partidos que lançaram candidatura ao Governo. São sete registros para Câmara e Assembleia somados. Também é a única legenda desse grupo com menos de seis candidatos a deputado federal.
Por fim, Jeferson Bezerra disputa o Governo pelo Agir e tem Valdenir Duarte como candidato a vice. A legenda lançou seis candidatos a deputado federal e não apresentou nomes para deputado estadual. Daniel Junior concorre ao Senado, com Alessandro Garcia e Luciene Ramos da Silva como suplentes.
Com isso, o Agir fecha sua participação proporcional com seis registros, todos para a Câmara dos Deputados. É a única legenda com candidato ao Governo sem uma lista para a Assembleia Legislativa. O partido também tem a menor presença proporcional depois do PCO entre as candidaturas ao Executivo estadual.
Outras candidaturas proporcionais – Além dos grupos ligados aos oito candidatos ao Governo, PDT e Missão aparecem nas listas proporcionais enviadas ao TSE. O PDT tem nove candidatos a deputado federal e 16 a estadual, total de 25, enquanto o Missão registrou seis nomes para a Câmara e nenhum para a Assembleia.
Esses 31 registros completam o quadro de candidaturas proporcionais que não foram tratados nos blocos dos postulantes ao Governo.
No total, PL e Avante apresentam as maiores listas para deputado estadual, com 25 nomes cada. Federação Brasil da Esperança, Federação PSDB Cidadania e Republicanos têm 24, enquanto Federação União Progressista registra 23 e Novo, 22. MDB aparece com 19, DC com 18, Federação Renovação Solidária com 17, PDT com 16, Federação PSOL Rede com dez e PCO com quatro.







