Alexsander soma 8 ocorrências como autor desde 2024, entre perseguição, agressão e furtos
Alexsander Gonçalves Borges, de 27 anos, preso na noite desta segunda-feira (17), em Ponta Porã, por suspeita de levar o atirador até a execução de Vitor Orsini, de 19 anos, acumula oito registros como autor somente desde 2024. A ficha consultada pela reportagem mostra ocorrências por ameaça, descumprimento de medida protetiva, perseguição, agressão e furtos. O caso mais recente foi registrado no mesmo dia em que Vitor foi morto em uma garagem de veículos de Dourados.
Alexsander Gonçalves Borges, de 27 anos, preso em Ponta Porã por suspeita de ser o piloto da moto usada na execução de Vitor Orsini, de 19 anos, em Dourados, acumula oito registros policiais como autor desde 2024, incluindo ameaça, agressão, furto e descumprimento de medida protetiva. Um dos registros ocorreu no mesmo dia do crime. O atirador Denis Barbosa de Melo, de 25 anos, já havia confessado os disparos.
Em 7 de agosto, a DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher) de Ponta Porã registrou Alexsander como autor de ameaça em contexto de violência doméstica. Naquela tarde, por volta das 14h12, Vitor foi atingido por três tiros na Avenida Hayel Bon Faker, no Jardim Água Boa. A investigação aponta Alexsander como o piloto da Honda Biz usada para levar Denis Barbosa de Melo, de 25 anos, até o estabelecimento.
Menos de dois meses antes da execução, em 20 de junho, Alexsander também apareceu como autor em ocorrência por descumprimento de medida protetiva. O registro foi feito na 1ª Delegacia de Polícia de Ponta Porã. A ficha consultada não informa quem pediu a proteção nem apresenta o desfecho do caso.
Outras quatro ocorrências aparecem em 2025. Em outubro, Alexsander foi registrado como autor de perseguição contra mulher. Em abril, uma ocorrência por furto também foi classificada como caso de violência doméstica.
Os outros dois registros daquele ano ocorreram em 1º de fevereiro. Um deles aponta furto e o outro, furto praticado com a participação de mais de uma pessoa. Ambos foram registrados em Ponta Porã.
A ficha ainda mostra dois casos de violência doméstica em 2024. Em junho, Alexsander foi apontado como autor de invasão de residência. No mês anterior, outro registro o relacionou a uma agressão contra mulher.
Alexsander foi preso dez dias depois da morte de Vitor. A apuração aponta que ele e Denis saíram de Ponta Porã, seguiram para Dourados e chegaram à garagem em uma Honda Biz. Alexsander teria permanecido na motocicleta enquanto Denis entrou no estabelecimento, aproximou-se de Vitor pelas costas e fez os disparos.
Depois do ataque, Denis voltou à garupa e os dois fugiram. A motocicleta foi abandonada no Jardim Canaã VI, e a dupla deixou Dourados em um carro chamado por aplicativo. Denis acabou preso no distrito de Nova Itamarati e admitiu ter feito os disparos, enquanto a investigação tenta identificar quem encomendou a morte e qual foi a motivação.
