Depois de décadas, ponte aposenta ‘pinguela’ e encurta caminhos no Lageado

Investimento de R$ 7,7 milhões substituiu travessia precária e levou pavimentação a três ruas Ponte de 19,2 metros melhora acesso e dá mais segurança aos deslocamentos no bairro. (Foto Bruno Rezende) Durante décadas, atravessar um trecho do Parque do Lageado, em Campo Grande, significava escolher entre se arriscar em uma estrutura improvisada de madeira ou...


Investimento de R$ 7,7 milhões substituiu travessia precária e levou pavimentação a três ruas

Ponte de 19,2 metros melhora acesso e dá mais segurança aos deslocamentos no bairro. (Foto Bruno Rezende)

Durante décadas, atravessar um trecho do Parque do Lageado, em Campo Grande, significava escolher entre se arriscar em uma estrutura improvisada de madeira ou aumentar o percurso para chegar ao outro lado do bairro. A velha “pinguela”, incorporada à rotina dos moradores, finalmente deu lugar a uma ponte de concreto.

Uma ponte de concreto de 19,2 metros substituiu uma estrutura improvisada de madeira no Parque do Lageado, em Campo Grande. A obra integra um pacote de R$ 7,7 milhões em infraestrutura do Governo de Mato Grosso do Sul, concluído em abril. Além da ponte, as ruas Francisca Figueiredo, Tristão dos Santos e Gaudiley Brun foram pavimentadas, eliminando poeira e lama. O governador Eduardo Riedel classificou a intervenção como um pedido antigo da população finalmente atendido.

A mudança parece simples para quem apenas passa pelo local, mas representa minutos economizados todos os dias para trabalhadores, comerciantes e famílias que dependem da ligação. A nova ponte, com 19,2 metros de extensão, integra um pacote de R$ 7,7 milhões em obras de infraestrutura executado pelo Governo de Mato Grosso do Sul e concluído em abril deste ano.

“Temos moradores que trabalham e precisavam passar pelo local e tinham que dar uma volta para chegar ao seu destino. Esta obra nova encurtou o caminho”, conta o líder comunitário Juarez Mendes Soares Filho.

Além de eliminar uma travessia precária, a intervenção abriu uma ligação definitiva entre partes da região e melhorou as condições de circulação. Segundo moradores, a antiga estrutura também provocava sensação de insegurança, principalmente para quem precisava utilizá-la diariamente.

O investimento não ficou restrito à ponte. As ruas Francisca Figueiredo, Tristão dos Santos e Gaudiley Brun receberam pavimentação, substituindo problemas conhecidos de bairros sem asfalto: poeira nos meses de estiagem e lama nos períodos de chuva.

Para Juarez, o resultado aparece diretamente na rotina. “Obra impactante, ajudou a mobilidade urbana da região”, resume.

Do improviso à ligação definitiva

A substituição da pinguela também modifica a dinâmica do bairro. Com trajetos menores e melhores condições de circulação, moradores ganham tempo nos deslocamentos, enquanto comerciantes passam a contar com acesso facilitado. A infraestrutura também tende a contribuir para a valorização da região.

O secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara, afirma que a ponte atendia a uma reivindicação antiga da comunidade.

“Essa ponte representa uma conquista da dignidade a todos os moradores da região. Era um pedido antigo e necessário. Estamos mudando a geografia da região, levando infraestrutura, mobilidade e abrindo novas oportunidades de desenvolvimento”, disse.

Depois de décadas, ponte aposenta ‘pinguela’ e encurta caminhos no Lageado
A antiga pinguela, em primeiro plano, contrasta com a nova ponte de concreto, ao fundo, que encurtou caminhos e trouxe mais segurança aos moradores do Parque do Lageado. (Foto Bruno Rezende)

As obras foram executadas durante a gestão do governador Eduardo Riedel (Progressistas), candidato à reeleição. Segundo ele, a intervenção procurou resolver problemas concretos enfrentados pela população.

“Um pedido antigo da população que nós conseguimos tornar realidade”, afirmou Riedel. O governador destacou ainda os reflexos para quem vive ou mantém negócios no bairro. “São benefícios diretos à população e também aos comerciantes. Segurança e percurso mais rápido.”

No Parque do Lageado, o tamanho da transformação pode ser medido menos pelo comprimento da ponte e mais pelo que ela eliminou: voltas desnecessárias, uma travessia improvisada e décadas de espera.

A velha pinguela desapareceu da paisagem. Para quem atravessa o bairro todos os dias, ficaram um caminho mais curto, uma estrutura definitiva e a sensação de que uma reivindicação antiga, enfim, saiu do improviso para o concreto.



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