Além da perseguição, o investigado responde pela divulgação de fotos e vídeos íntimos sem autorização
Por Lucia Morel | 01/09/2026 17:53
O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) prendeu nesta terça-feira (1º) um suspeito de criar perfis falsos em redes sociais para perseguir a ex-companheira após o término do relacionamento. Ele foi alvo da Operação Espelho de Narciso que cumpriu mandados expedidos pela 3ª Vara da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Campo Grande. A ação foi realizada por meio da UICC (Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos) e da 72ª Promotoria de Justiça.
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul prendeu um homem suspeito de criar perfis falsos para perseguir a ex-companheira. Ele é acusado de divulgar fotos e vídeos íntimos da vítima sem autorização e enviar ameaças por contas falsas, mesmo após medidas protetivas. A Operação Espelho de Narciso foi realizada pela Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos e pela 72ª Promotoria de Justiça.
Além da perseguição, ele é acusado de divulgar fotos e vídeos íntimos da vítima sem autorização, e de publicar conteúdos ofensivos para constrangê-la e expô-la publicamente.
Mesmo após a Justiça conceder medidas protetivas em favor da mulher, ela continuou a receber mensagens com ameaças enviadas por contas falsas administradas pelo ex-companheiro. As apurações indicam um histórico de violência psicológica frequente no ambiente virtual, com danos à honra e à integridade emocional da vítima.
De acordo com o Ministério Público, a operação busca interromper os ataques virtuais, apreender materiais para preservar provas do crime e garantir o andamento da apuração criminal.
O nome “Espelho de Narciso” faz referência à conduta do investigado de projetar sobre a ex-companheira a frustração pelo fim do relacionamento, recorrendo a atos de vingança, humilhação e perseguição no meio digital sob o anonimato de perfis falsos.
A instituição reforçou que a exposição e o compartilhamento de imagens íntimas sem autorização configuram crime e orientou que vítimas de perseguição, ameaças ou vazamento de conteúdos procurem a Polícia Civil, o Ministério Público ou a rede de proteção para registrar denúncia e solicitar medidas protetivas de urgência.