Abertura foi descoberta durante troca de plantão no presídio de Bataguassu na manhã de segunda (31)
Policiais penais encontraram um buraco na parede do banheiro de uma cela do Estabelecimento Penal de Bataguassu, a 310 quilômetros de Campo Grande, durante a troca de plantão na manhã de segunda-feira (31). A descoberta levantou suspeita de preparação para fuga e levou à transferência dos presos alojados no espaço para a Penitenciária da Gameleira I, na Capital.
Policiais penais encontraram um buraco na parede do banheiro de uma cela do Estabelecimento Penal de Bataguassu, a 310 km de Campo Grande, durante a troca de plantão na segunda-feira (31). Um preso de 19 anos afirmou ter feito a abertura sozinho, mas todos os ocupantes foram transferidos para a Penitenciária da Gameleira I. A direção solicitou perícia e abriu investigação para apurar se havia plano de fuga.
A abertura estava na Cela 2 da Galeria A, conforme o site Cenário MS. Depois da descoberta, a direção isolou o local e determinou uma revista na unidade para verificar se havia outros pontos danificados ou sinais de preparação para a saída dos internos.
Um preso de 19 anos afirmou ter feito o buraco sozinho. Mesmo assim, todos os ocupantes da cela foram transferidos para a Gameleira I, unidade de segurança máxima de Campo Grande, enquanto o caso é apurado.
A ocorrência foi registrada nesta terça-feira (1º) em Bataguassu. A direção também pediu perícia na parede para medir a extensão dos danos e identificar de que forma a abertura foi feita. Os presos da cela e os policiais penais que estavam de serviço deverão prestar esclarecimentos.
A investigação deverá verificar se outros internos participaram da abertura e se havia um plano definido para deixar o presídio. Nenhum preso chegou a sair da unidade.
O episódio ocorre meses depois de servidores relatarem problemas no efetivo do estabelecimento. Em março, o Campo Grande News mostrou que três policiais penais ficavam responsáveis por cerca de 140 presos em determinados plantões, segundo denúncia encaminhada por um servidor.
O relato também apontava que o número podia cair para dois policiais penais durante a noite. O servidor citou sobrecarga de trabalho e riscos para a segurança da unidade diante da quantidade de presos sob responsabilidade de uma equipe reduzida.
À época, a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) informou que o presídio recebia internos considerados de menor grau de periculosidade e que utilizava horas extras para reforçar as equipes. A agência também afirmou que adotava medidas para manter a segurança das atividades dentro do estabelecimento.