Dólar recua a R$ 5,10 com petróleo acima de US$ 107 e Ibovespa em alta

Brent sobe 6,34%, WTI avança 6,69% e bolsa brasileira encerra o pregão com ganho de 1,42% Cédulas de cem dólares empilhadas. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil) O dólar comercial fechou em queda de 0,18% nesta quinta-feira (10), cotado a R$ 5,1026, enquanto investidores acompanharam a forte alta do petróleo, os dados de inflação nos Estados Unidos...


Brent sobe 6,34%, WTI avança 6,69% e bolsa brasileira encerra o pregão com ganho de 1,42%

Cédulas de cem dólares empilhadas. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O dólar comercial fechou em queda de 0,18% nesta quinta-feira (10), cotado a R$ 5,1026, enquanto investidores acompanharam a forte alta do petróleo, os dados de inflação nos Estados Unidos e seus possíveis efeitos sobre os juros. O barril do Brent avançou mais de 6% e terminou acima de US$ 107.

O dólar comercial fechou em queda de 0,18% nesta quinta-feira (10), cotado a R$ 5,1026, acumulando desvalorização de 7,03% em 2026. O Ibovespa subiu 1,42%, aos 188.268 pontos. O petróleo Brent avançou 6,34%, a US$ 107,63, impulsionado por tensões no Oriente Médio, com ataques iranianos e dos Houthis afetando rotas estratégicas de abastecimento global.

Na bolsa de valores, o Ibovespa subiu 1,42% e encerrou o dia aos 188.268 pontos. O principal índice do mercado acionário brasileiro acumula alta de 1,69% na semana, de 6,12% em setembro e de 16,85% no ano.

Com o resultado desta quinta-feira, o dólar registra queda de 0,53% na semana e de 1,49% no mês. Desde o início de 2026, a moeda norte-americana acumula desvalorização de 7,03%.

Os preços internacionais do petróleo dispararam diante da escalada das tensões no Oriente Médio. O barril do Brent, referência global, subiu 6,34% e terminou cotado a US$ 107,63. Já o WTI (West Texas Intermediate), referência nos Estados Unidos, avançou 6,69%, para US$ 102,48.

A alta ganhou força depois de novos ataques na região ampliarem a preocupação com a oferta mundial da commodity. O Irã informou que atingiu embarcações americanas e petroleiros no Golfo, enquanto ataques dos Houthis alcançaram instalações de energia na Arábia Saudita.

O agravamento do conflito também elevou a atenção sobre rotas usadas para o transporte de petróleo. O mercado acompanha principalmente o Mar Vermelho e o Estreito de Ormuz, passagem que concentrava cerca de 20% do comércio mundial da commodity antes da guerra.

Nos Estados Unidos, os preços ao produtor subiram 0,4% no mês passado, em linha com as expectativas do mercado. A recuperação dos custos de energia teve peso no resultado e reforçou a atenção sobre a próxima decisão do Fed (Federal Reserve), banco central norte-americano, sobre os juros.

No Brasil, investidores também acompanharam uma nova pesquisa eleitoral e decisões do STF (Supremo Tribunal Federal) relacionadas às investigações do Banco Master.



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