Quadrilha deixa prejuízo de R$ 60 mil com golpe da renda extra

Cidades Vítima de Mato Grosso do Sul percebeu fraude após 20 transferências bancárias e procurou as autoridades Por Ana Paula Chuva | 29/09/2026 10:50 Viatura da DERCC de Mato Grosso do Sul durante cumprimento de mandados (Foto: Divulgação) A DERCC (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos) de Mato Grosso do Sul, deflagrou nesta terça-feira...


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Vítima de Mato Grosso do Sul percebeu fraude após 20 transferências bancárias e procurou as autoridades

Por Ana Paula Chuva | 29/09/2026 10:50

Viatura da DERCC de Mato Grosso do Sul durante cumprimento de mandados (Foto: Divulgação)

A DERCC (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos) de Mato Grosso do Sul, deflagrou nesta terça-feira (29) a Operação Cashback para cumprir 10 mandados de busca e apreensão contra suspeitos de integrar um esquema de fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro. As ordens judiciais foram cumpridas em São Paulo (SP), Anápolis (GO) e Santo Antônio do Descoberto (GO).

A Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos de Mato Grosso do Sul deflagrou nesta terça-feira (29) a Operação Cashback e cumpriu 10 mandados de busca e apreensão em São Paulo e em Anápolis e Santo Antônio do Descoberto, em Goiás. O grupo é suspeito de fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro, com golpe que prometia renda extra e causou prejuízo superior a R$ 60 mil a uma vítima. Os suspeitos usavam criptomoedas e empresas de fachada. Eles podem pegar de 8 a 21 anos de reclusão.

As investigações na especializada começaram após uma vítima em Mato Grosso do Sul relatar um prejuízo superior a R$ 60 mil. O golpe consistia em promessas de renda extra pela suposta validação de produtos digitais em uma plataforma na internet.

Para atrair a vítima, os criminosos simulavam o pagamento de comissões nos primeiros depósitos, conhecido como “cashback”. No entanto, depois passaram a exigir novas transferências com a desculpa de “recarga na plataforma” ou “taxa de liberação”.

Após realizar mais de 20 transações, a vítima percebeu que havia sido enganada e procurou a polícia.

Segundo a investigação da DERCC, o grupo usava recursos tecnológicos avançados para dificultar o rastreio, incluindo criptomoedas, empresas de fachada, sites próprios e aplicativos de mensagens criptografadas. Com a identificação dos 10 suspeitos, a polícia apreendeu celulares e dispositivos móveis nos endereços-alvo da operação.

Os investigados vão responder pelos crimes de fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de capitais. Se condenados, as penas somadas podem variar de 8 a 21 anos de reclusão.

A operação recebe o nome de “Cashback” em razão da prática usada pelo grupo.



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