Missa celebrada na noite deste domingo (11) encerrou a novena da 36ª Festa da Padroeira e São Carlo Acutis, em Campo Grande, na véspera de uma data que reúne diferentes capítulos da história católica local. Além do feriado de Nossa Senhora Aparecida, esta segunda-feira (12) marca 20 anos da morte do jovem italiano, 13 anos do milagre ocorrido na Capital e um ano da transformação da antiga Capela do Milagre em santuário. A programação começa às 6h.
Campo Grande celebra nesta segunda-feira (12) o Dia de Nossa Senhora Aparecida e os 20 anos da morte de São Carlo Acutis, além dos 13 anos do milagre ocorrido na Capital e de um ano da elevação da capela a santuário. A programação começa às 6h, com missa às 8h30 e veneração do pulôver do santo até as 17h. O jovem foi canonizado em 2025. A CNBB aprovou a mudança da memória do santo para 13 de outubro, mas a festa local manteve a data.
A manhã terá a Hora da Graça com São Carlo Acutis às 6h e café da manhã partilhado às 7h. Às 8h30, haverá missa em homenagem ao santo e começará a veneração do pulôver que pertenceu a ele, aberto aos fiéis até as 17h. Uma celebração no rito tridentino está prevista para as 11h, seguida da venda de almoço ao meio-dia.
Será o segundo 12 de outubro desde que Carlo Acutis foi canonizado pelo papa Leão XIV, em 7 de setembro de 2025. No primeiro, há exatamente um ano, a antiga Capela Nossa Senhora Aparecida foi elevada a Santuário Arquidiocesano de Nossa Senhora Aparecida e São Carlo Acutis. A igreja fica justamente no local ligado ao primeiro milagre reconhecido pelo Vaticano por intercessão do jovem.

Ao lembrar o primeiro aniversário da canonização, em setembro deste ano, o padre Marcelo Tenório resumiu o peso que Campo Grande teve no processo. “A beatificação e a canonização do Carlo Acutis devem muito ao Brasil e a Campo Grande, onde tudo começou”, afirmou ao Campo Grande News. Segundo ele, o santuário passou a receber peregrinos de diferentes regiões do País.
Esse vínculo começou em 12 de outubro de 2013. Matheus Lins Vianna, então com 3 anos, sofria de pâncreas anular, uma anomalia congênita que causava vômitos constantes e dificultava a alimentação. Durante uma celebração, ele tocou uma relíquia de Carlo e pediu para parar de vomitar. Em entrevista anterior ao Campo Grande News, a mãe, Luciana Lins Vianna, atribuiu importância ao fato de o pedido ter partido do próprio filho. “Eu acredito que ele pedir, com a boca dele, foi determinante para ele ser curado”, disse.
A família relatou que Matheus voltou a comer naquele mesmo dia. Exames posteriores não identificaram mais a alteração que havia sido diagnosticada no pâncreas. O Vaticano reconheceu o caso após investigação da Igreja, abrindo caminho para a beatificação de Carlo em 2020. Um segundo milagre, relacionado à recuperação da costa-riquenha Valéria Valverde depois de um grave acidente de bicicleta na Itália, permitiu a canonização cinco anos mais tarde.

O pulôver que será exposto nesta segunda reforça essa ligação. A peça azul usada por Carlo foi doada pela mãe dele, Antonia Salzano, e chegou a Campo Grande em 2025. Padre Marcelo explicou na época que a roupa exige cuidados específicos para evitar deterioração. “O pulôver está guardado em um local muito seguro, com todas as normas de preservação”, afirmou.
A coincidência entre as homenagens a Carlo e o Dia de Nossa Senhora Aparecida pode não permanecer no calendário brasileiro. Em abril deste ano, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) aprovou a transferência da memória do santo para 13 de outubro, justamente para evitar a sobreposição com a solenidade da padroeira do Brasil. A mudança ainda foi submetida ao Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. Em Campo Grande, porém, a festa deste ano manteve os dois padroeiros reunidos no dia 12.
Serviço – O Santuário Nossa Senhora Aparecida e São Carlo Acutis fica na Rua Ismael Silva, 10, no Jardim Marabá.