Sem luz há 5 dias, mãe tenta salvar vacinas de mais de R$ 3 mil em Terenos

Moradores enfrentam falta de água, alimentos descongelados e seguem sem previsão para o retorno da energia Sem energia elétrica desde terça-feira em Terenos, a 30 quilômetros de Campo Grande, a funcionária pública Dieilly Andrade, de 39 anos, tenta salvar vacinas do filho que custam mais de R$ 3 mil por ampola. Ela relata falta de...

Moradores enfrentam falta de água, alimentos descongelados e seguem sem previsão para o retorno da energia

Sem energia elétrica desde terça-feira em Terenos, a 30 quilômetros de Campo Grande, a funcionária pública Dieilly Andrade, de 39 anos, tenta salvar vacinas do filho que custam mais de R$ 3 mil por ampola. Ela relata falta de previsão da Energisa, problemas no abastecimento de água e dificuldade das famílias de assentamentos. Mais de dez postes tombaram após o temporal, e a Prefeitura informou que equipes trabalham no reparo.

Sem energia elétrica desde terça-feira, Dieilly Andrade, de 39 anos, funcionária pública e moradora de Terenos, a 30 quilômetros de Campo Grande, tenta evitar a perda de vacinas utilizadas no tratamento do filho, que custam mais de R$ 3 mil por ampola. Ela procurou a reportagem neste domingo (18) para relatar os prejuízos e a falta de previsão para o restabelecimento do serviço após o temporal que atingiu a região.

“Eu faço tratamento com meu filho e tenho vacinas que custam mais de R$ 3 mil cada ampola. Conseguimos gelo e colocamos as vacinas nele. Ontem, também conseguimos um gerador para dar uma carga no freezer, mas já está tudo descongelado de novo”, relatou.

Segundo a moradora, a falta de energia atinge vários assentamentos do município. Desde o início do problema, ela tenta contato com a Energisa, concessionária responsável pelo fornecimento, mas afirma que não consegue uma solução definitiva.

“Na primeira vez, até geraram um número de protocolo, mas, nas outras, não. Diziam que estavam fazendo um desligamento de emergência e pediam para aguardar. E eu tentando todos os dias. Hoje, consegui novamente um número de protocolo, e deram prazo até 1h, 1h e pouco, para regularizar a situação”, contou.

A interrupção no fornecimento também compromete o abastecimento de água, já que a eletricidade é necessária para acionar a bomba do poço e encher as caixas. Sem condições de alugar um gerador, muitas famílias enfrentam dificuldades para manter o fornecimento de água e conservar alimentos.

“Quem tem condições aluga um gerador para encher a caixa d’água ou manter o freezer funcionando por mais um tempo. Mas a maioria não tem condições, e a gente fica nessa situação. Aqui, está chegando só meia fase”, disse.

Segundo a moradora, a energia disponível é insuficiente para fazer funcionar eletrodomésticos. “Só dá para carregar o telefone, porque freezer, geladeira, televisão, nada disso funciona.”

Ela afirma que as vacinas já estavam perto de serem perdidas e teme os prejuízos causados pela falta de refrigeração. A situação, segundo ela, se soma à dificuldade de obter informações sobre quando o serviço será normalizado.

“É muito descaso ficar desde terça-feira sem energia, chegando a cinco ou seis dias nessa situação. Ninguém dá sinal de nada, ninguém apresenta uma previsão de quando a energia vai voltar”, reclamou.

A moradora também criticou a falta de apoio de representantes locais diante do problema. “E não tem ninguém aqui na região, nenhum candidato, vereador ou representante que corra atrás disso pela gente”, afirmou.

Apagão em Terenos – Conforme informado anteriormente pela Prefeitura de Terenos, mais de 10 postes tombaram em propriedades rurais entre Indubrasil e Terenos durante o temporal, danificando a rede de abastecimento de energia do município.

Na ocasião, a administração municipal informou que equipes da Prefeitura e da Energisa trabalhavam para restabelecer o serviço, mas não havia previsão para a normalização. Para manter serviços essenciais, a Unidade Básica de Saúde que atende casos de urgência e emergência e os poços da Sanesul passaram a utilizar geradores.

A reportagem solicitou um posicionamento da Energisa sobre a falta de energia em Terenos. A concessionária pediu o número da unidade consumidora da moradora, que já foi encaminhado. A reportagem aguarda retorno.



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