Política
Presidente destacou participação de jovens e idosos na votação, agradeceu a Geraldo Alckmin e defendeu regulamentação das plataformas digitais
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez seu primeiro pronunciamento após a vitória nas eleições deste domingo (25), ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin. Durante a fala, Lula agradeceu aos eleitores, destacou a participação popular na votação e defendeu a regulamentação das plataformas digitais.
Antes de iniciar o discurso, Lula passou a palavra a Alckmin, que agradeceu ao povo brasileiro e ressaltou a importância da juventude. “O futuro começa hoje, se chama juventude”, afirmou o vice-presidente, que também declarou profundo respeito a Lula e disse que pretende trabalhar com humildade e responsabilidade.
Na sequência, Lula agradeceu especialmente aos jovens, aos idosos e às pessoas que enfrentaram dificuldades de locomoção para votar, e também destacou a partipação da imprensa durante o processo eleitoral.
Lula ressaltou que crimes cometidos no ambiente virtual sejam tratados com a mesma seriedade daqueles praticados fora da internet. “Não é possível que a gente não tenha consciência que o crime no mundo digital tem que ser tratado igual ao crime na vida real”, afirmou.
O presidente também afirmou que a eleição representou uma derrota do negacionismo e da mentira. “Porque essa eleição foi uma derrota do negacionismo, foi uma derrota da mentira”, declarou Lula durante o pronunciamento.
Reeleição
Lula foi reeleito presidente do Brasil neste domingo (25), ao vencer Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições de 2026. Com 51,77% dos votos válidos, contra 48,23% do adversário, o petista garantiu seu quarto mandato à frente do Palácio do Planalto.
A vitória foi marcada por uma virada inédita desde a redemocratização: Lula terminou o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro, que havia recebido 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do petista. No segundo turno, Lula reverteu a vantagem e confirmou a reeleição.
Lula já havia sido eleito presidente em 2002, 2006 e 2022. Com o resultado de 2026, governará o país por mais quatro anos, com posse prevista para 5 de janeiro de 2027.