Projeto da prefeitura prevê R$ 4 milhões, mas parlamentares falam em obra maior
O arcebispo Dom Dimas Lara Barbosa reuniu, nesta sexta-feira (10), a bancada federal de Mato Grosso do Sul para discutir a situação da Praça do Papa, na Vila Sobrinho, em Campo Grande. Ele disse que o espaço está depredado e sem manutenção.
Reunião organizada pela Arquidiocese de Campo Grande discutiu a recuperação da Praça do Papa, espaço considerado depredado e sem manutenção. A prefeita Adriane Lopes apresentou projeto de reforma estimado em R$ 4 milhões, mas parlamentares avaliam que os custos podem ultrapassar R$ 10 milhões. Cada parlamentar pode destinar cerca de R$ 1 milhão em emendas para viabilizar a obra.
No ano passado, reportagem do Campo Grande News mostrou o cenário de abandono na Praça do Papa, com bancos quebrados, chão rachado, galhos caídos, mato alto e placas arrancadas. Apesar do amplo espaço para atividades, o local foi descrito como “visivelmente deteriorado”.
Durante o encontro, a prefeita Adriane Lopes (PP) apresentou um projeto de recuperação estimado em R$ 4 milhões. Parlamentares, no entanto, avaliaram que a obra pode precisar de mais recursos e chegar a mais de R$ 10 milhões.
A reunião foi organizada pela Arquidiocese de Campo Grande, que busca apoio para viabilizar a reforma. Mesmo sem a presença de todos os deputados e senadores, houve indicação de que cada um pode destinar cerca de R$ 1 milhão em emendas.
O senador Nelsinho Trad participou da reunião e relembrou a criação da praça, ainda na época em que era prefeito da Capital. Ele explicou detalhes do projeto ao arquiteto da prefeitura, Cristiano Almeida, e destacou que o espaço foi pensado com referências da fé católica. “Se você olhar de cima, dá para ver o desenho de um cálice e uma hóstia”, afirmou.
O senador também citou o trabalho feito na época para reunir informações sobre o papa João Paulo II, que deram origem ao memorial no local. Segundo ele, parte desse material foi enviada ao Vaticano.
Nelsinho defendeu que a reforma mantenha as características originais do projeto, desenvolvido pela arquiteta Zuleide Higa. Representantes da Igreja destacaram que, além do uso religioso, a praça também é frequentada pela população para atividades do dia a dia, como esporte e lazer.
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