Falta de medicamento na Casa da Saúde afeta criança com doença nos rins

Emanuela fica inchada e sem forças quando não usa o medicamento (Foto: Direto das Ruas) A falta do medicamento ciclosporina 100mg/ml na Casa da Saúde, em Campo Grande, tem preocupado pacientes e familiares que dependem do remédio para tratamentos contínuos. Entre os casos afetados está o da pequena Emanuela, de 5 anos, diagnosticada com Síndrome...


Emanuela fica inchada e sem forças quando não usa o medicamento (Foto: Direto das Ruas)

A falta do medicamento ciclosporina 100mg/ml na Casa da Saúde, em Campo Grande, tem preocupado pacientes e familiares que dependem do remédio para tratamentos contínuos. Entre os casos afetados está o da pequena Emanuela, de 5 anos, diagnosticada com Síndrome Nefrótica, doença que afeta os rins.

A falta do medicamento ciclosporina 100mg/ml na Casa da Saúde, em Campo Grande, afeta pacientes que dependem do imunossupressor, como a pequena Emanuela, de 5 anos, diagnosticada com Síndrome Nefrótica. Segundo a mãe, o remédio está em falta há dois meses, sem previsão de reposição. Sem o medicamento, a criança apresenta sinais de agravamento, como inchaço. O Governo do Estado foi contactado, mas não se pronunciou.

A criança depende do imunossupressor desde os 2 anos de idade para manter a doença sob controle, já que não apresentou boa resposta a outros tratamentos. No entanto, segundo a mãe, Leticia Bennett, de 30 anos, o medicamento está em falta há 2 meses na Casa da Saúde.

“A medicação está em falta na Casa da Saúde já tem uns 2 meses. Abri uma manifestação na ouvidoria da SES, e ontem mandei mensagem novamente e responderam que continua sem previsão para entregar”, contou.

Um print de conversa entre Leticia e uma atendente da unidade confirma a ausência do medicamento e a falta de previsão para regularização do estoque.

Falta de medicamento na Casa da Saúde afeta criança com doença nos rins
Conversa mostra que medicamento está em falta e não tem previsão de chegada (Foto: Direto das Ruas)

A mãe critica a situação e alerta que não é apenas sua filha que é afetada. “Isso é um absurdo, porque não só minha filha, outras crianças e pessoas dependem dessa medicação para sobreviver, já que é usada por pessoas que são transplantadas também”, disse.

Sem o uso contínuo da ciclosporina, Emanuela já apresenta sinais de agravamento do quadro clínico.

“Sem essa medicação ela pode corre risco de sofrer problemas relacionados à Síndrome Nefrótica. Nesse momento ela está em recaída, inchada, e os exames provavelmente todos alterados por falta desta medicação. Agora que ela está sem medicação, vou ter que levar no hospital hoje, porque está muito inchada”, lamentou, informando também que a medicação só é disponibilizada em hospitais e pela Casa da Saúde.

Desesperada, a mãe tentou alternativas para conseguir o remédio. “Eu busquei doação com mães de outros estados, uma disse que está me enviando, porém ainda não chegou, e também não posso contar com a doação do remédio para sempre”, destacou.

A reportagem entrou em contato com o Governo do Estado e aguarda posicionamento sobre a falta do medicamento e previsão de abastecimento.

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