Inquérito civil apura se a obra de R$ 5 milhões em Camapuã foi fraudada

Prefeitura pode ter executado parte dos serviços e pago à empresa como se tivesse feito tudo Centro Poliesportivo Maria Inácia Bonfim, em Camapuã, antes do início das obras (Foto: Divulgação) O MPMS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul) abriu investigação para apurar possíveis irregularidades na reforma do Centro Poliesportivo Maria Inácia Bonfim,...


Prefeitura pode ter executado parte dos serviços e pago à empresa como se tivesse feito tudo

Centro Poliesportivo Maria Inácia Bonfim, em Camapuã, antes do início das obras (Foto: Divulgação)

O MPMS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul) abriu investigação para apurar possíveis irregularidades na reforma do Centro Poliesportivo Maria Inácia Bonfim, em Camapuã, a 141 km de Campo Grande. A suspeita é direta: a prefeitura pode ter executado parte da obra com equipe própria e, mesmo assim, pago a empresa contratada como se tivesse feito todo o serviço.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul abriu inquérito civil para investigar possíveis irregularidades na reforma do Centro Poliesportivo Maria Inácia Bonfim, em Camapuã. A suspeita é de que a prefeitura executou serviços com equipe própria e pagou empresa contratada como se ela tivesse realizado todo o trabalho. O contrato 131/2024, financiado com R$ 5,1 milhões em recursos públicos, é alvo de apuração por fraude e superfaturamento.

A apuração já virou inquérito civil, etapa mais avançada de investigação. No documento, o MPMS aponta “potencial fraude na execução contratual e superfaturamento”, o que pode indicar prejuízo aos cofres públicos.

A obra é financiada com recursos públicos relevantes. Convênio firmado em 2023 entre a Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul e a Prefeitura de Camapuã destinou R$ 5.155.614,10 para a reforma e adequação do espaço esportivo.

O contrato investigado é o de número 131/2024, firmado após licitação realizada em 2023. Segundo o MPMS, há indícios de que serviços como demolição e retirada de entulho teriam sido feitos com maquinário e servidores da própria prefeitura, enquanto a empresa contratada recebeu como se tivesse executado essas etapas.

Para isso, o MPMS determinou vistoria no local da obra, com medição física dos serviços e comparação com os valores já pagos. Também será verificado se os materiais utilizados estão de acordo com o previsto ou se houve uso de itens de qualidade inferior.

Foram solicitadas mais informações ao TCE (Tribunal de Contas do Estado) e possível avaliação para pedir a suspensão de pagamentos relacionados ao contrato. A Prefeitura de Camapuã foi notificada e tem prazo de 10 dias para apresentar explicações.

O Campo Grande News pediu um posicionamento oficial da gestão municipal sobre o caso, mas ainda não houve retorno. O espaço está aberto para esclarecimentos.



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