O arcebispo de Campo Grande, Dom Dimas Lara Barbosa, celebrou nesta quinta-feira (2) a tradicional missa de lava-pés com homens e mulheres acolhidos em duas casas de apoio na Rua Monte das Oliveiras, região do Bairro Estrela do Sul, em Campo Grande. A cerimônia integrou a programação da Semana Santa e seguiu o tema da Campanha da Fraternidade 2026, voltado à moradia.
O arcebispo de Campo Grande, Dom Dimas Lara Barbosa, celebrou a missa de lava-pés da Quinta-feira Santa em duas casas de apoio a moradores de rua, seguindo o tema da Campanha da Fraternidade 2026, voltado à moradia. Durante a cerimônia, ele lavou os pés dos acolhidos e destacou o gesto como sinal de serviço. “Celebrar aqui reforça esse chamado”, disse o arcebispo.
A celebração ocorreu na Casa de Apoio aos moradores de rua São Francisco de Assis e na Casa de Apoio às moradoras de rua Santa Clara. Durante o rito, Dom Dimas lavou os pés dos acolhidos e destacou o gesto como sinal de serviço e acolhida. “Essa missa é muito especial porque marca o início do Tríduo Pascal. Celebramos a Eucaristia e o gesto de Jesus, que lavou os pés dos apóstolos”, afirmou.
O arcebispo explicou que escolheu o local por causa do tema da Campanha da Fraternidade. “Existem pessoas sem casa, outras em moradias precárias e também a população de rua. Celebrar aqui reforça esse chamado”, disse. Ele também afirmou que costuma levar a celebração a locais de sofrimento. “Já celebrei em presídio, aldeia indígena e unidades sociais”, completou.
Após o lava-pés, os fiéis participaram da comunhão. Em seguida, o Santíssimo Sacramento seguiu para a capela, onde permanece em adoração antes de ser guardado no sacrário. Dom Dimas lembrou que na Sexta-feira Santa não há missa. “É um dia de silêncio e reflexão”, explicou.
Na programação, o arcebispo atende confissões na manhã desta sexta-feira (3) na Santa Casa, no cruzamento das ruas Rui Barbosa e Mato Grosso. À tarde, ele segue para Ribas do Rio Pardo.
Coordenador da casa, Olney Serrou dos Santos definiu o momento como de emoção. “É na simplicidade e na humildade que encontramos Jesus. Aqui acolhemos pessoas que chegam sem dignidade e buscamos resgatar essa confiança”, afirmou.
Ele explicou que os acolhidos chegam por iniciativa própria ou encaminhados por serviços sociais. “Temos uma equipe com assistente social, advogado e nutricionista. Todos passam por triagem antes da acolhida”, disse. Segundo Olney, a casa oferece alimentação diária e apoio para tratamento. “Muitos perderam vínculo com a família por causa das drogas ou do álcool. Aqui tentamos reconstruir essas histórias”, declarou.
Acolhida há dois meses, Milene Barbosa, 44 anos, participou pela primeira vez da cerimônia. “Eu me senti limpa e mais perto de Cristo. Cheguei aqui em situação de rua e fui acolhida com amor. Hoje penso em um futuro melhor”, relatou.
Paulo César, 30 anos, também acolhido há dois meses, descreveu a experiência como marcante. “Foi uma sensação diferente. Eu peço a Deus para tirar minha vida das drogas e renovar tudo. Aqui fui bem acolhido”, afirmou.
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