Preso por ataque com mais de 15 tiros é filho de delator da Omertà

Kayon Lucas Leodoro da Silva foi apontado como atirador que deixou 5 feridos no Portal Caiobá Bilhete atribuido a Ostentação foi estopim para a Omertà (Foto: Reprodução) Preso pela DHPP (Delegacia de Homicídios de Proteção À Pessoa), Kayon Lucas Leodoro da Silva, 19 anos, é filho de kauê Vitor dos Santos Silva, o “Ostentação”, traficante...


Kayon Lucas Leodoro da Silva foi apontado como atirador que deixou 5 feridos no Portal Caiobá

Bilhete atribuido a Ostentação foi estopim para a Omertà (Foto: Reprodução)

Preso pela DHPP (Delegacia de Homicídios de Proteção À Pessoa), Kayon Lucas Leodoro da Silva, 19 anos, é filho de kauê Vitor dos Santos Silva, o “Ostentação”, traficante que delatou o plano para matar autoridades de Mato Grosso do Sul, durante a operação Omertà, deflagrada em março de 2020.

Um jovem de 19 anos, filho de delator da Operação Omertà, foi preso pela DHPP por um ataque com mais de 15 tiros no Bairro Portal Caiobá, em Campo Grande. Kayon Lucas Leodoro da Silva é acusado de ferir cinco pessoas em 15 de fevereiro, tendo como alvo principal um rapaz que teria perdido uma arma do grupo criminoso. Seu pai, Kauê Vitor dos Santos Silva, conhecido como “Ostentação”, ganhou notoriedade ao delatar um plano para assassinar autoridades de Mato Grosso do Sul, incluindo o delegado Fábio Peró. A informação foi descoberta em um bilhete escrito em papel higiênico quando estava preso no Presídio Federal de Mossoró.

 Kayon foi apontado como atirador de ataque que deixou cinco pessoas feridas no Bairro Portal Caiobá na noite de 15 de fevereiro. O alvo seria um rapaz de 20 anos acusado de perder a arma de fogo que pertencia ao grupo criminoso.

O pai do suspeito ficou conhecido após bilhete com plano para matar autoridades em Mato Grosso do Sul. Entre os alvos que estavam no documento estava o delegado Fábio Peró, na época titular da Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assalto e Sequestro).

O plano do grupo de extermínio alvo da Omertà, chefiado por Jamil Name e Jamil Name Filho, foi descoberto em um pedaço de papel higiênico na cela de Kauê, até então preso no Presídio Federal de Segurança Máxima de Mossoró (RN), por integrar esquema de tráfico de drogas em Campo Grande.

Kauê ficou preso entre as celas dos Names e fez um diário com as informações trocadas entre os réus investigados pela Omertà. O documento foi entregue à direção do presídio que comunicou o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado).

Em abril de 2022, ele foi novamente capturado em um hotel de luxo, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro (RJ).  Em 2023, Kauê foi transferido para o presídio de Mato Grosso do Sul e a defesa chegou a negar que o bilhete teria sido escrito pelo traficante.

No ano seguinte, Ostentação foi preso novamente por força de ordem judicial. Na época, ele era considerado foragido do sistema semiaberto de Dourados, a 251 quilômetros de Campo Grande. Segundo documento, ele não se apresentou na unidade penal para revisão cautelar no prazo estipulado.

Preso por ataque com mais de 15 tiros é filho de delator da Omertà
Kauê delatou plano de matar autoridades em Mato Grosso do Sul (Foto: Reprodução)

Operação Ostentação – Kauê foi preso em 2017 na Operação Ostentação, deflagrada pela Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico) para desarticular esquema de tráfico interestadual de drogas, orquestrado por traficantes ‘que faziam questão’ de mostrar a ‘boa vida’ proporcionada pelo crime.

No total, 41 pessoas foram presas. Na ocasião, segundo a Polícia Civil, Kauê era um dos líderes do esquema, coordenando o tráfico. A droga saía da fronteira do Estado para Campo Grande e daqui era enviada para outros estados do país.

Na época, a quadrilha, apontada pela Polícia Civil como a maior no esquema de tráfico de drogas, foi autuada pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, associação ao tráfico, furto e receptação e lavagem de dinheiro. Os líderes e também parentes próximos ainda tiveram os bens e contas bancárias bloqueadas pela Justiça. Conforme documento que consta no processo, Kauê coordenava uma das células no grupo criminoso.

Ataque a tiros – Conforme o boletim de ocorrência, por volta das 19h50, daquele dia,  duas mulheres deram entrada na CRS (Centro Regional de Saúde) do Coophavila com ferimentos provocados por disparos de arma de fogo. Uma das vítimas, de 23 anos, relatou que estava no quarto de sua residência quando ouviu vários tiros e acabou atingida na coxa esquerda.

A segunda vítima, vizinha da jovem, mulher de 43 anos, sofreu um ferimento superficial no pescoço, de raspão. Ela foi atendida na mesma unidade de saúde e liberada em seguida, por não apresentar gravidade.

Enquanto os policiais atendiam a ocorrência, receberam a informação de que um terceiro ferido por disparos de arma de fogo havia dado entrada na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Leblon. No local, os militares conversaram com o rapaz de 20 anos.

Ele contou que estava sentado em frente à casa da jovem, acompanhado de amigos, quando dois homens chegaram em uma motocicleta e passaram a atirar em sua direção. Kauê foi identificado pela polícia que também apurou que ao todo foram cinco vítimas. O rapaz foi preso nesta manhã na casa dos sogros no Bairro Jardim Monumento.

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Kayon foi preso pela DHPP na manhã desta segunda-feira (Foto: Divulgação)



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