Descubra nesse vídeo qual a diferença entre Brasil e USA quando o assunto é Pólvora

A referência feita pelo presidente Jair Bolsonaro, na noite de terça-feira, 10, à necessidade do uso de "pólvora" para resolução de conflitos provocou perplexidade no Congresso e no Supremo Tribunal Federal.

Bolsonaro partiu para o ataque em uma cerimônia que tinha na plateia empresários do turismo, no Palácio do Planalto. Diante da ameaça do presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, de aplicar sanções econômicas ao Brasil, caso não haja atuação firme do Brasil para combater o desmatamento e as queimadas na Amazônia, ele disse que uma solução apenas diplomática pode não ser possível.

https://youtu.be/oyb1raqEfAo


Fogo na Austrália e na Amazônia tem causas diferentes

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, fizeram alguns comentários equivocados nas redes sociais sobre o assunto

Nos últimos dias, o presidente Jair Bolsonaro e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, fizeram comentários nas redes sociais reclamando sobre a suposta falta de cobertura da imprensa e de críticas internacionais sobre o fogo na Austrália, que se alastra desde setembro. Eles comparam o problema às queimadas da Amazônia em 2019, dando a entender que a situação australiana é muito pior. Mas os casos são distintos, segundo especialistas ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo.

A primeira diferença é que a vegetação na Austrália, assim como na Califórnia (EUA) e no Cerrado, é mais acostumada ao fogo. Lá os incêndios ocorrem de modo natural. "Flora e fauna evoluíram com fogo, têm adaptações para voltar mais rápido depois. Já a Amazônia, não. As plantas não têm adaptação para fogo, como casca grossa, não rebrotam facilmente", diz Jos Barlow, da Universidade de Lancaster (Inglaterra) e da Rede Amazônia Sustentável.

Na Austrália, os incêndios se espalham principalmente pela floresta tropical seca, mas neste verão estão muito mais intensos, extensos e duradouros por causa das mudanças climáticas. Já na Amazônia, a floresta tropical úmida só queima se alguém botar fogo. Em agosto, quando o número de focos foi o maior para o mês desde 2010, a ação humana ocorreu principalmente para limpar áreas previamente desmatadas.

Barlow publicou com cientistas brasileiros uma análise no periódico Global Change Biology em novembro apontando essa relação com o desmate. "Em 2019, imagens de satélite mostraram que boa parte do fogo foi em área já derrubada. É muito diferente: as florestas na Austrália pegam fogo em pé."

Aquecimento

A Austrália passa por uma seca prolongada desde 2017, que se intensificou em 2019, conforme a prévia de relatório da Organização Meteorológica Mundial do início de dezembro. Em média, o período de janeiro a outubro foi o mais seco desde 1902, e a situação se agravou nos meses seguintes.

Desde o início do ano, com seca severa, ondas de calor acima de 50ºC e ventos fortes, as chamas se intensificaram, segundo análises da Nasa. Alguns lugares queimaram ao longo de quatro meses. Segundo a agência de clima e tempo da Austrália, o índice de chuvas está 36% inferior à média entre 1961 e 1990. "Os dois casos (Austrália e Amazônia) são graves, mas de modos diferentes. O custo humano em termos de mortes é obviamente maior na Austrália, mas o custo para emissões de carbono pode ser maior na Amazônia. São duas situações super importantes, e cada uma merece investimento e interesse dos seus governos", afirma Barlow.

A semelhança entre os casos, diz, é que com as mudanças climáticas, as condições para o fogo têm ficado melhores em todo o mundo. "Mudanças climáticas são difíceis de conter e a situação vai piorar. Mas é possível fazer ações locais para prevenir situações ainda mais catastróficas. Na Amazônia é preciso conter o desmate, ajudar pequenos produtores a usar fogo de modo mais responsável ou nem usar. É possível ter política pública para diminuir o fogo. Na Austrália, um manejo florestal melhor também pode ajudar." O país tem muitas plantações de eucalipto, que propagam o fogo com facilidade.

Para Erika Berenguer, da Universidade de Oxford (Inglaterra), que estuda o impacto do fogo na Amazônia, o caso australiano mostra o alcance do aquecimento global. "São cidades inteiras evacuadas, milhares no hospital, pressão na economia que leva à instabilidade social, além do impacto na biodiversidade", diz. "É como se olhássemos por uma janela nosso futuro, de como ecossistemas naturalmente mais secos se portarão frente a mudanças climáticas."

Negacionistas

Outra semelhança é que os governos de Austrália e Brasil minimizam o aquecimento global. Primeiro-ministro australiano, Scott Morrisson nega as mudanças climáticas. O país, assim como o Brasil, foi um dos que travaram a negociação na Cúpula do Clima da ONU, em dezembro. Morrisson já afirmou não ver elo entre o fogo e as mudanças climáticas. Depois recuou e disse que elas seriam só um dos "fatores" ligados ao problema. No Brasil, Salles já questionou a parcela de contribuição humana na alta de temperaturas.

Fumaça

A fumaça dos incêndios na Austrália foi avistada no Chile e na Argentina, em uma nuvem que percorreu mais de 12 mil quilômetros até a América do Sul. Segundo o Serviço Meteorológico de Santiago, não há registro de problemas causados pelo fenômeno. A nuvem tem espessura de 6 mil metros e deixou o sol com tons de vermelho. O Serviço Nacional de Meteorologia argentino (SMN) mostrou em seu Twitter imagens de satélite. "Que consequências isso pode ter? Nada muito relevante, apenas um pôr do sol e um sol um pouco mais vermelho", disse o SMN no Twitter. (Com agências internacionais).

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


DiCaprio rebate Bolsonaro: Embora dignas de apoio, não financiamos ONGs

O ator Leonardo DiCaprio se pronunciou neste sábado, 30, sobre às acusações de Jair Bolsonaro em relação a queimadas na Amazônia. Na última semana, Bolsonaro afirmou que DiCaprio financia ONGs responsáveis por 'tacar fogo na Amazônia'. DiCaprio negou o financiamento do WWF, mas elogiou a organização: "Embora dignos de apoio, não financiamos as organizações visadas", em tradução livre.

Em comunicado enviado à Reuters, o ator também elogiou 'o povo do Brasil, que trabalha para salvar sua herança natural e cultural".


Dilma discorda de Macron sobre gestão da Amazônia

Dilma Rousseff falou na prestigiada Universidade parisiense ‘Sciences Po’, onde discursou sobre a “crise democrática na América Latina e no mundo”

A ex-Presidente Dilma Rousseff discordou hoje da possibilidade levantada pelo chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, de conceder estatuto internacional à Amazônia.

“Não concordo com a proposta do Presidente Macron sobre a conservação da Amazônia. Não acho que ele esteja a agir bem na Guiana Francesa”, disse a antiga mandatária, referindo-se aquela região ultramarina da França, na costa nordeste da América do Sul, e que integra a região amazônica.

Dilma Rousseff falou na prestigiada Universidade parisiense ‘Sciences Po’, onde discursou sobre a “crise democrática na América Latina e no mundo”, na qual foi aplaudida no início e no final da sua intervenção.

A retórica adotada pela ex-mandatária, destituída em 2016 por irregularidades fiscais, coincidiu com a posição expressada pelo também ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva e com a do atual chefe de Estado, Jair Bolsonaro, contra uma hipotética soberania compartilhada na região.

Depois de anunciar em agosto que o G7 (grupo dos países mais industrializados do mundo) havia concordado em mobilizar 20 milhões de dólares (cerca de 17,95 milhões de euros ) para combater os incêndios na Amazônia, Macron frisou a que a possibilidade de definir um “estatuto internacional” para a Amazônia poderia surgir se um “Estado soberano” adotasse medidas concretas que fossem “contra os interesses do planeta”.

No entanto, Dilma mostrou-se muito crítica em relação à política de Bolsonaro na Amazônia e à sua “desregulamentação” da proteção ambiental, bem como em relação aos comentários tecidos pelo chefe de Estado brasileiro sobre o aspecto físico da primeira-dama francesa, Brigitte Macron.

“As mulheres na América Latina enfrentam a mesma situação que no resto do mundo: somos consideradas objetos”, disse a ex-Presidente, acrescentando que no seu próprio processo de destituição “houve um componente misôgino”.

“Se tivesse sido contra um homem, não teria sido tão desrespeitoso. Creio que esse elemento foi importante”, disse Dilma Rousseff, a primeira mulher a ocupar a Presidência do Brasil (2011-2016).

Num discurso repleto de críticas ao atual Presidente brasileiro, Rousseff classificou o presente Governo de “extrema direita” e “neofascista”, e fez um apelo por políticas sociais que coloquem a Educação no centro das prioridades.


Madonna faz crítica às queimadas na Amazônia e erra nome de Bolsonaro

Nesta quinta-feira (22), a cantora Madonna usou o Instagram para protestar contra as queimadas na Amazônia, que já está em seu 18° dia.

A imagem acabou viralizando e um detalhe chamou a atenção. A estrela pop acabou cometendo uma gafe e escreveu o nome do presidente de forma errada.

Madonna chamou o presidente de ‘Borsalino’. A cantora acabou arrumando a publicação e colocou o nome certo, porém os internautas não perdoaram e começaram a divulgar memes com o nome dado pela diva. Apesar da situação, o recado está dado!