A vacina contra a chamada “mancha”, utilizada na prevenção de doenças relacionadas à clostridiose em bovinos, está em falta em Mato Grosso do Sul. Lojas de agronegócio na Capital relatam o desabastecimento.
A vacina contra clostridiose, conhecida como “vacina da mancha”, está em falta em Mato Grosso do Sul há mais de um ano. Comerciantes relatam desabastecimento e distribuição limitada do produto, com lotes insuficientes para atender a demanda do mercado. A Superintendência Federal de Agricultura afirma que a situação é pontual. Em 2023, o Ministério da Agricultura investigou 308 mortes suspeitas de animais possivelmente relacionadas à vacina Excell 10, utilizada na prevenção de doenças causadas por bactérias do gênero Clostridium.
A vacina conhecida popularmente como “vacina de mancha” é utilizada para prevenir doenças causadas por bactérias do gênero Clostridium, presentes naturalmente no solo. Entre essas enfermidades está o carbúnculo, por exemplo, que é uma infecção muscular grave que causa inchaços e pode levar à morte do animal.
De acordo com o vendedor da Agroline, Leonardo Moura, a situação já ocorre há mais de 1 ano.
“Desde o começo do ano passado está em falta. O que fica disponível nos laboratórios chega pra nós. Às vezes fica disponível 400 frascos para MS inteiro, por exemplo, o que fica disponível eles mandam, mas não está conseguindo absorver todo o mercado. Nosso fornecedor tem vários clientes, as vezes manda 100, manda 50”, explicou.
Ainda de acordo com o vendedor, a loja não sabe o motivo da falta e informou que não tem nem previsão. “Nenhum laboratório consegue nos posicionar com precisão sobre um prazo, acredito que falta insumos para criação da vacina. Existem vários laboratórios que fabricam, essa falta acontece em vários laboratórios”, completou.
Em outra loja agropecuária, localizada na Rua 14 de Julho, a situação é semelhante. Funcionários relataram que o produto está em falta e não há previsão para reposição.
Em outro estabelecimento na Vila Carvalho, o vendedor informou a mesma coisa. “Está em falta e nem previsão de chegar. O que chega é para atender os pedidos que foram feitos no ano passado”, disse.
O superintendente da SFA (Superintendência Federal de Agricultura em Mato Grosso do Sul), José Antônio Roldão, afirma que a situação é pontual e não caracteriza um desabastecimento generalizado. Ainda assim, a superintendência segue em alerta para o cenário.
Paralelo à essa cenário, em agosto do ano passado, o Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) iniciou a investigação de mortes de animais com possível relação ao uso da vacina Excell 10, contra clostridiose. Na ocasião, 308 mortes suspeitas, envolvendo bovinos, caprinos e ovinos.
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