Doença silenciosa pode causar complicações sérias em cães e gatos, incluindo catarata e perda da visão
Você sabia que a diabetes também afeta os pets? A doença não é exclusiva dos humanos, ou seja, cães e gatos também podem desenvolver o problema e, em alguns casos ter complicações graves, inclusive cegueira e catarata. O que muita gente não sabe é que sede excessiva, muito xixi e emagrecimento já podem ser sinais de alerta.
Cães e gatos também podem desenvolver diabetes, com sinais como sede excessiva, aumento da urina e emagrecimento. Segundo o veterinário Rafael Rodrigues, raças como schnauzer e ash terrier têm maior predisposição. O diagnóstico é feito por exames de sangue e urina, e o tratamento envolve insulina e dieta. Nos felinos, a doença pode entrar em remissão. O especialista alerta para não interromper o tratamento sem orientação médica.
Segundo Rafael Rodrigues, especialista em Veterinária Felina, a diabetes pode ocorrer nos gatos por fatores como idade, predisposição racial e uso de medicamentos, principalmente corticoides. Algumas raças de cães têm maior predisposição ao desenvolvimento da doença. Entre elas, ele cita o schnauzer e o ash terrier.
“Eles têm uma certa predisposição hormonal. No caso da diabetes, essas duas raças, na minha opinião, são as que mais acomete. O paciente pode apresentar diabetes mellitus iatrogênica, que é por conta de medicamento, quando a gente força a desenvolver essa doença, vamos classificar assim”, afirma Rafael.
O diagnóstico é feito por meio de exames de triagem, como exames de sangue, dosagem da glicemia e exame de urina. Rafael destaca ainda o avanço da medicina veterinária, especialmente com a atuação de profissionais da endocrinologia.
“Hoje a gente já tem a especialidade da endocrinologia. Isso ajuda bastante a gente a ter o diagnóstico o quanto antes, antes do paciente ter várias complicações por conta da diabetes”, pontua.
Entre os principais sinais que o tutor deve observar estão o aumento da ingestão de água, o aumento da urina e o emagrecimento. Um detalhe curioso, mas importante, também pode aparecer no chão de casa.
“Se o animal faz xixi no piso e essa urina, quando seca, fica esbranquiçada, junta formiga ou fica grudenta, como se tivesse derrubado açúcar no chão, esse é um dos principais sintomas”, orienta o veterinário.
O tratamento costuma envolver acompanhamento veterinário periódico, uso de insulina, controle da glicemia e, em alguns casos, mudança na alimentação. Existem rações específicas para cães e gatos diabéticos.
“Normalmente a gente faz uso de insulina e, dependendo de como for, a gente precisa mudar a dieta. Para o gato, a gente tem que fazer o acompanhamento ainda mais certo”, explica Rafael.
Nos felinos, há casos em que a doença pode entrar em remissão, desde que o tratamento seja feito corretamente. Rafael conta que acompanha um felino jovem que desenvolveu diabetes iatrogênica após o uso de medicamento e que já apresenta melhora.
“Graças a Deus, ele está entrando em remissão da diabetes. Às vezes esse paciente nem vai precisar tomar insulina mais”, relata. O veterinário alerta que um dos erros mais comuns é o tutor interromper o tratamento quando percebe melhora no animal.
“Meu animal melhorou, vou parar de tratar”, reforça. Por isso, a orientação é clara: ao notar sede excessiva, aumento da urina, emagrecimento ou qualquer alteração no comportamento do pet, o tutor deve procurar atendimento veterinário. Quanto antes o diagnóstico for feito, maiores são as chances de controle da doença e de evitar complicações.
Na rotina de acompanhamento, incluem-se alguns recursos usados por humanos. Um exemplo é o aparelho de monitoramento contínuo da glicose. “Dá para usar o freestyle, que é aquele aparelho que você fixa na pele, onde não precisa ficar toda hora furando para dosar a glicemia”, explica o veterinário.
Segundo ele, esse tipo de monitoramento pode ajudar no controle da doença e no ajuste do tratamento, sempre com orientação veterinária.