Mudança no financiamento aumenta a oferta de unidades disponíveis para mais famílias
A ampliação das regras do Minha Casa, Minha Vida, que passa a valer a partir desta semana, já começa a ter reflexo direto em Mato Grosso do Sul. Poucos dias depois da mudança que elevou o limite de renda para até R$ 13 mil, a Agehab (Agência de Habitação Popular de Mato Grosso do Sul) publicou uma série de termos de adesão que incluem novos imóveis no programa.
A ampliação do Minha Casa, Minha Vida, que elevou o limite de renda para R$ 13 mil, já reflete em Mato Grosso do Sul. A Agehab publicou termos de adesão incluindo imóveis prontos no programa, com cerca de 200 unidades em Campo Grande, nos bairros Noroeste, Nova Lima e São Conrado, além de Dourados e Naviraí. O programa agora permite imóveis de até R$ 600 mil para a classe média.
Na prática, não se trata de novas obras anunciadas, mas da entrada de casas já prontas ou em fase de comercialização no pacote habitacional. Os documentos mostram parcerias firmadas entre o governo do Estado e construtoras, que passam a ofertar unidades para beneficiários cadastrados.
Os imóveis estão distribuídos principalmente em Campo Grande, em bairros como Noroeste, Nova Lima, Caiobá, Los Angeles e São Conrado, além de cidades como Dourados e Naviraí. A maior parte dos empreendimentos é de pequeno porte, com duas a cinco casas por contrato, embora alguns projetos maiores concentrem dezenas de unidades.
Somando apenas os termos publicados nesta edição do Diário Oficial do Estado, a oferta na Capital gira em torno de 180 a 200 unidades habitacionais. Em muitos casos, os imóveis já estavam disponíveis no mercado e passam agora a ser enquadrados dentro do programa.
Os contratos indicam que as casas são novas, passíveis de financiamento e destinadas a famílias cadastradas na Agehab, com possibilidade de desconto no valor de venda. No entanto, os documentos não informam preços, metragem ou condições detalhadas de financiamento.
A movimentação ocorre na mesma semana em que o governo federal ampliou o alcance do Minha Casa, Minha Vida. Além de elevar o teto de renda, o programa passou a permitir a inclusão de imóveis de até R$ 400 mil na faixa 3 e até R$ 600 mil na nova faixa voltada à classe média.
Para o setor da construção civil, a mudança tende a ampliar a demanda. A avaliação é de que mais famílias passam a ter acesso ao crédito imobiliário, o que pode acelerar a comercialização de unidades já disponíveis.