Após Bolsonaro de IA, conteúdo eleitoral desse tipo deverá ter aviso ao público

Vídeo do ex-presidente Jair Bolsonaro feito por IA para Convenção do PL, que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro (Foto: Reprodução) Depois de um vídeo reproduzir artificialmente a imagem e a voz do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) durante a convenção que lançou a candidatura de Flávio Nantes Bolsonaro (PL-RJ), conteúdos eleitorais produzidos com inteligência...


Vídeo do ex-presidente Jair Bolsonaro feito por IA para Convenção do PL, que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro (Foto: Reprodução)

Depois de um vídeo reproduzir artificialmente a imagem e a voz do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) durante a convenção que lançou a candidatura de Flávio Nantes Bolsonaro (PL-RJ), conteúdos eleitorais produzidos com inteligência artificial deverão receber identificação clara para alertar o público.

Conteúdos eleitorais produzidos com inteligência artificial deverão receber identificação clara para alertar eleitores. A medida consta de uma cartilha discutida nesta segunda-feira e vale para campanhas em todo o país. O documento também traz alertas sobre desinformação e milícias digitais, e segue diretrizes da AGU, que proíbe o uso de deepfakes envolvendo candidatos e autoridades públicas.

A orientação valerá para campanhas e candidaturas em todo o país. Imagens, áudios e vídeos criados ou modificados por inteligência artificial deverão informar de maneira explícita que se trata de material artificial, evitando que o eleitor confunda a produção com uma manifestação verdadeira.

Essa medida consta de uma cartilha discutida nesta segunda-feira (3), com orientações sobre o uso da tecnologia durante a campanha eleitoral. O material deverá servir de referência nacional para candidatos, partidos, federações e demais participantes do processo eleitoral.

Segundo o Congresso em Foco, a cartilha também deverá trazer alertas sobre os riscos da desinformação e da atuação das chamadas milícias digitais, grupos organizados que utilizam ferramentas tecnológicas para interferir no debate público e ampliar a circulação de informações enganosas.

O documento deverá seguir diretrizes já elaboradas pela AGU (Advocacia-Geral da União). Entre elas está a proibição do uso de deepfakes envolvendo candidatos, autoridades públicas e até personagens fictícios.

Deepfakes são conteúdos criados ou manipulados por inteligência artificial para reproduzir, de forma realista, a aparência, a voz ou os movimentos de uma pessoa. Sem identificação, esse tipo de material pode induzir o eleitor a acreditar que determinada declaração ou comportamento realmente ocorreu.



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