Baixa perspectiva reduz intenção de contratar e investir no comércio da Capital

Pesquisa mostra que a conjuntura econômica e o ano eleitoral são fatores que afetam diretamente o índice Loja do Centro de Campo Grande em liquidação (Foto: Arquivo/Campo Grande News) A Confiança do Empresário do Comércio de Campo Grande teve queda em maio, ficando com índice de 89,2, na zona negativa, quando está abaixo de 100...


Pesquisa mostra que a conjuntura econômica e o ano eleitoral são fatores que afetam diretamente o índice

Loja do Centro de Campo Grande em liquidação (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

A Confiança do Empresário do Comércio de Campo Grande teve queda em maio, ficando com índice de 89,2, na zona negativa, quando está abaixo de 100 pontos. A pontuação é a menor desde agosto de 2020, quando chegou a 86 pontos.

A confiança do empresário do comércio de Campo Grande recuou em maio, atingindo 89,2 pontos, o menor nível desde agosto de 2020. Segundo a CNC, a conjuntura macroeconômica e o ano eleitoral afetam as decisões dos empresários. Os indicadores de avaliação da economia e contratação de funcionários registraram as maiores quedas, de 12,7% e 6,9%, respectivamente.

Conforme observação da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), a conjuntura macroeconômica e ano eleitoral são fatores que afetam diretamente a percepção dos empresários e as tomadas de decisão.

Para a economista do IPF-MS (Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio MS), Regiane Dedé de Oliveira, os resultados mostram que o empresário está mais cauteloso.

“Os indicadores que apresentaram os maiores recuos neste mês foram a avaliação das condições atuais da economia (-12,7%) e de contratação de funcionários (-6,9%), mostrando que o empresário está mais refratário em investir no negócio neste momento”, disse.

Conforme a pesquisa, as condições atuais da economia brasileira melhoraram muito para 3,1% dos empresários; melhoraram pouco para 11,3%; pioraram pouco para 31,3% e pioraram muito para 54,3%.

As condições atuais da empresa melhoraram muito para 12,3%; melhoraram um pouco para 26%; pioraram um pouco para 35,8% e pioraram muito para 25,9%.

A expectativa para a economia brasileira melhorou muito para 17,5%; melhorou pouco para 31,4%; piorou pouco para 22,5% e piorou muito para 28,7%.

A expectativa para a empresa melhorou muito para 33%; melhorou um pouco para 39,8%; piorou um pouco para 13,9%; e piorou muito para 13,3%.

Sobre a contratação de funcionários, aumentou muito para 18,2% dos empresários; aumentou pouco (36,5%); reduziu pouco (34,2%); reduziu muito (11,1%).

O nível de investimento da empresa está muito maior para 14,9%; pouco maior para 27,8%; pouco menor (35,5%) e muito menor (21,8%).

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