BB fecha acordo e encerra paralisação; Caixa mantém greve

Funcionários da Caixa votam proposta até as 23h; no Banco do Brasil, 18 bases rejeitaram acordo Fachada de agência da Caixa em Campo Grande (Foto: arquivo) A maioria dos funcionários do Banco do Brasil aprovou a proposta apresentada pela instituição e decidiu encerrar a paralisação iniciada nesta quinta-feira (10). Com o acordo, a PLR (Participação...


Funcionários da Caixa votam proposta até as 23h; no Banco do Brasil, 18 bases rejeitaram acordo

Fachada de agência da Caixa em Campo Grande (Foto: arquivo)

A maioria dos funcionários do Banco do Brasil aprovou a proposta apresentada pela instituição e decidiu encerrar a paralisação iniciada nesta quinta-feira (10). Com o acordo, a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) deverá ser paga em até 72 horas após a assinatura do ACT (Acordo Coletivo de Trabalho).

Funcionários do Banco do Brasil aprovaram proposta da instituição e encerraram paralisação iniciada na quinta-feira (10). O acordo garante pagamento da PLR em até 72 horas após assinatura do ACT, abono da paralisação de agosto, ampliação da licença-paternidade de 20 para 35 dias e reajuste salarial na central de relacionamento. Na Caixa Econômica Federal, a greve nacional segue nesta sexta (11), com assembleias para decidir sobre proposta do banco, cujo principal impasse é o plano de saúde dos empregados.

A mobilização, no entanto, ainda não terminou em todas as bases. Conforme a Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT), a proposta foi aprovada em 116 bases sindicais, enquanto outras 18 rejeitaram o acordo e devem continuar com a paralisação.

Entre os pontos acertados com o Banco do Brasil também está o abono da paralisação realizada em 20 de agosto, além da ampliação da licença-paternidade, que passará de 20 para 35 dias.

O acordo prevê ainda pagamento de R$ 3 mil a 71,5 mil trabalhadores de unidades de negócio e apoio. O valor está condicionado aos resultados obtidos pelo banco no quarto trimestre deste ano e, caso as condições sejam cumpridas, deverá ser depositado em fevereiro de 2027.

Outro avanço ocorreu nas negociações envolvendo a Cassi, plano de saúde dos funcionários. O Banco do Brasil se comprometeu a antecipar R$ 360 milhões da contribuição patronal ao Plano de Associados. A instituição também deverá priorizar, quando possível, a contratação da Cassi para atendimentos ligados ao SESMT (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho).

Também houve mudança na remuneração da central de relacionamento. O salário de referência, atualmente em R$ 4.795,12, deverá subir para R$ 6.302,77 a partir de janeiro de 2027. O acordo ainda prevê aumento do auxílio destinado a funcionários com filhos com deficiência.

Apesar da aprovação majoritária, a paralisação no Banco do Brasil não ocorreu de maneira uniforme no País. A greve foi parcial e atingiu apenas algumas regiões. Em São Paulo, por exemplo, o funcionamento das unidades permaneceu normal.

Caixa ainda negocia

Na CEF (Caixa Econômica Federal), a situação continua indefinida. Os empregados mantêm a greve nacional nesta sexta-feira (11) e realizam assembleias para decidir se aceitam a proposta final apresentada pelo banco.

A votação deve seguir até as 23h. Caso a proposta seja aprovada, a paralisação poderá ser encerrada. Se houver rejeição, a Caixa já informou que pode recorrer à Justiça por meio de dissídio coletivo.

O plano de saúde dos empregados está entre os principais pontos de impasse nas negociações. A instituição afirma ter avançado até o limite possível nas propostas apresentadas aos trabalhadores.

A greve na Caixa provocou fechamento de agências em diferentes pontos do País. A definição sobre a retomada dos atendimentos dependerá do resultado das assembleias realizadas ao longo desta sexta-feira.



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