Caiu na malha fina do IR 2026? Veja como corrigir e evitar multa

Imagem ilustrativa de homem entregando papéis para Receita Federal. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil) Contribuintes que caíram na malha fina do Imposto de Renda 2026 devem verificar a origem da divergência e corrigir as informações com base nos documentos oficiais, segundo orientação da Receita Federal após aumento de inconsistências neste início de entrega. Contribuintes na malha...


Imagem ilustrativa de homem entregando papéis para Receita Federal. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Contribuintes que caíram na malha fina do Imposto de Renda 2026 devem verificar a origem da divergência e corrigir as informações com base nos documentos oficiais, segundo orientação da Receita Federal após aumento de inconsistências neste início de entrega.

Contribuintes na malha fina do IR 2026 devem identificar a origem da divergência e corrigir informações com documentos oficiais. Se o erro for da fonte pagadora, a correção deve ser solicitada e pode levar até dez dias para ser processada. Caso o erro seja do contribuinte, é necessário enviar uma declaração retificadora. Os problemas mais comuns envolvem rendimentos, investimentos, despesas médicas e duplicidade de dados.

O primeiro passo é acessar o sistema da Receita e identificar o motivo da retenção. Em muitos casos, o problema está em dados enviados por empresas, bancos ou planos de saúde, que não coincidem com os informes de rendimentos.

Quando o erro é da fonte pagadora, o contribuinte deve solicitar a correção imediatamente e aguardar até dez dias para que a atualização apareça na declaração pré-preenchida. A Receita informa que esse é o tempo médio de processamento após o reenvio das informações.

Se a divergência persistir ou se o erro tiver sido cometido pelo próprio contribuinte, a correção deve ser feita por meio de declaração retificadora. O novo envio substitui integralmente o anterior e deve refletir fielmente os documentos oficiais.

Entre os problemas mais comuns estão rendimentos com valores diferentes dos informes, ausência de dados de investimentos, falhas em despesas médicas e duplicidade de informações. Também aparecem inconsistências em dependentes, pensões e aplicações financeiras.

A Receita destaca que a maior parte dos erros em 2026 está ligada ao novo modelo de envio de dados. Informações passaram a ser transmitidas de forma mensal pelo eSocial (Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas) e pela EFD-Reinf (Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais), o que ampliou o volume de registros e aumentou o risco de falhas na origem.

Para evitar problemas, a recomendação é revisar todos os campos sensíveis antes do envio ou da retificação. O contribuinte deve conferir rendimentos tributáveis, valores isentos, deduções, bens e movimentações financeiras.

Caso a declaração tenha sido preenchida corretamente e a empresa responsável corrija os dados, a saída da malha pode ocorrer de forma automática, sem necessidade de novo envio.



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