Dois nomes do PL lideram as despesas, enquanto o representante do PRD aparece em último lugar
Nos primeiros 30 dias de campanha, os candidatos ao Senado em Mato Grosso do Sul gastaram de R$ 437 a R$ 99 mil por dia na disputa por uma das cadeiras. É o que apontam as prestações de contas disponíveis pela Justiça Eleitoral nesta segunda-feira (14). Os dois candidatos do PL (Partido Liberal) lideram os gastos, enquanto o candidato do PRD (Partido Renovação Democrática) aparece em último lugar.
Nos primeiros 30 dias de campanha ao Senado em Mato Grosso do Sul, os candidatos gastaram entre R$ 437 e R$ 99 mil por dia. O ex-governador Reinaldo Azambuja, do PL, liderou os gastos com R$ 2,97 milhões, seguido por Capitão Contar, também do PL, com R$ 2,14 milhões. O deputado Vander Loubet, do PT, ficou em terceiro com R$ 1,92 milhão. Soraya Thronicke gastou R$ 752 mil, e Valter da Comagran, do PRD, teve os menores gastos: R$ 13 mil.
O ex-governador e candidato ao Senado pelo PL, Reinaldo Azambuja, foi o que mais gastou até o momento. Ao todo, as despesas de Reinaldo somam R$ 2.970.519,79. O valor representa um gasto de R$ 99.017,32 por dia na campanha. Entre os gastos estão pagamento com produção de programas de rádio, televisão ou vídeo; serviços advocatícios; impulsionamento de conteúdos nas redes sociais; serviços contábeis; impressão de material; combustível e despesa com pessoal.
O ex-deputado estadual e candidato ao Senado, Renan Contar, o Capitão Contar (PL), é o segundo que mais gastou. De acordo com a prestação de contas, as despesas do candidato até o momento foram de R$ 2.147.905,29. Por dia, Contar gastou R$ 71.596,84. Os principais gastos da campanha são com produção de programas de rádio, televisão ou vídeo; impulsionamento de conteúdos nas redes sociais e atividades de militância e mobilização de rua.
O deputado federal e candidato ao Senado pelo PT, Vander Loubet, é o terceiro no ranking dos que mais gastaram. A despesa do petista soma R$ 1.924.149,11 no primeiro mês de campanha, o que significa que Vander gastou R$ 64.138,30 por dia. Entre os gastos também estão pagamento com produção de programas de rádio, televisão ou vídeo; impressão de material; impulsionamento de conteúdos nas redes sociais e até doação de R$ 100 mil para o ex-governador e candidato à reeleição de deputado estadual Zeca do PT.
Gastando menos de um terço do candidato que lidera o ranking, os gastos da senadora e candidata à reeleição Soraya Thronicke (PSB) somaram R$ 752.275,00. As despesas por dia são de R$ 25.075,83, o que representa metade dos gastos do aliado petista. Mais da metade desse valor foi gasto com produção de programas de rádio, televisão ou vídeo. Entre os gastos ainda constam impressão de materiais; serviços advocatícios; serviços contábeis.
Já o candidato ao Senado, Roberto Oshiro (Novo), gastou R$ 5.517,54 por dia na campanha. De acordo com a prestação de contas, as despesas no primeiro mês somam R$ 165.526,34. Entre os gastos estão produção de programas de rádio, televisão ou vídeo; locação de imóvel; serviços advocatícios e impulsionamento de conteúdos nas redes sociais.
O candidato ao Senado que menos gastou até o momento foi Valter da Comagran (PRD). Segundo a prestação de contas, nos primeiros 30 dias de campanha, as despesas do postulante foram de R$ 13.112,50. O valor representa um gasto diário de R$ 437,08. Os maiores gastos foram com serviços contábeis, impressão de material e impulsionamento de conteúdos nas redes sociais.
Ainda não há prestação de contas dos candidatos Beto do Movimento (Psol), Daniel Júnior (Agir), Luiz Lemes (DC) e Valderi Garcia (PCO). A data-limite para que partidos políticos, candidatas e candidatos encaminhem à Justiça Eleitoral a prestação parcial de contas das campanhas terminou neste domingo (13), e os dados serão divulgados oficialmente na terça-feira (15).
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