Pai de Britney Spears diz que ela tem demência para justificar tutela

A relação conturbada entre Britney Spears, 39, e o pai dela, Jamie, 68, ganha um novo capítulo. Ele teria indicado em um relatório médico, em 2008, que o motivo indicado para administrar os bens da cantora é que ela sofre de demência. A revelação será discutida em "The Battle for Britney" ("A Batalha por Britney", em tradução livre"), um novo documentário sobre a cantora que será lançado pela BBC.

De acordo com o The Sun, fãs da estrela pop refutam essa teoria, afirmando que alguém que se encontrasse nessas condições não seria capaz de ter uma vida artística como a de Britney. "Não há como um paciente com demência participar de turnês mundiais, fazer residências em Las Vegas, aprender 27 combos consecutivos, coreografia completa. Não, querida, isso não está acontecendo", pontua o fã Hayley Herms, um dos quais luta pelo movimento Free Britney, que visa acabar com o polêmico controle de Jamie sobre finanças, negócios e vida pessoal da cantora.

Uma outra ativista do movimento, Megan Radford, disse que alegar demência significava que Britney poderia ser colocada em uma tutela de sucessões, em vez de ser internada em uma instituição de saúde mental. Dessa forma, ela poderia continuar se apresentando e ganhando dinheiro com isso.

Ainda de acordo com a publicação, Radford foi categórica em afirmar que Britney "claramente não tinha e não tem demência", e chamou o caso envolvendo Jamie de "fraudulento". A informação sobre a vida profissional da cantora pode ser confirmada com apresentação de dados: quatro álbuns lançados, quatro turnês globais desgastantes e 248 shows em Las Vegas, nos Estados Unidos. Para o jornalista Mobeen Azhar "existem apenas duas opções", para Jamie ter preenchido o formulário de tutela da cantora dessa forma. "Britney pode ter demência. Bem, eu não sou médico, mas se for esse o caso, então o mundo não está ciente disso. Mas a outra opção é realmente mais sinistra", começou.

"Essa é a ideia de que ela não tem demência, mas a equipe da tutela sugeriu que sim, porque eles querem levar a tutela adiante. E se for esse o caso, então isso é assustador". Jamie se recusou a comentar as alegações feitas no filme. Mas ele já insistiu que está trabalhando nos melhores interesses dela e se dedica a "protegê-la". A tutela foi instituída após um tumultuoso 2007, ano em que Britney se divorciou do dançarino de apoio Kevin Federline, 43, raspou a cabeça, atacou o carro de um fotógrafo com um guarda-chuva e entrou na reabilitação. Ela também perdeu a custódia dos filhos Sean, agora com 15 anos, e Jayden, 14, e foi internada em um hospital psiquiátrico.

Na época, foi insistido que a tutela tinha o objetivo de protegê-la e impedir que as pessoas tirassem proveito dela financeiramente. Mas o documentário afirma que o advogado aprovado pelo tribunal nos últimos 13 anos, Sam Ingham, está recebendo 7.200 libras (correspondente a R$ 53.816,40) por semana pelo espólio de Britney.

Desde 2020, a cantora tem lutado para que seu pai seja destituído da chefia da tutela, em favor de um fundo independente. Ela falará publicamente sobre isso no tribunal em 23 de junho.

Um outro documentário televisivo, "Framing Britney Spears", lançado em fevereiro, trouxe novas análises sobre o caso e ao movimento #FreeBritney, iniciado por seus fãs. Parte deles acredita que ela está sendo mantida prisioneira e que estaria enviando sinais enigmáticos implorando por sua liberdade em seus perfis em redes sociais.


Major do Corpo de Bombeiros ensina técnicas que ajudam a salvar pessoas de engasgo

Após um bebê que engasgou com leite materno ser salvo por um bombeiro, Major ensina técnica que pode salvar crianças e adultos de engasgo.
Repórter: Rodrigo Santos
https://www.youtube.com/watch?v=AjcwlSTgi3E


O desafio na educação dos nossos filhos

https://www.youtube.com/watch?v=ncnWezmwcNY&t=185s


Atenção! Fique atento aos cinco sinais de estresse extremo

maioria das pessoas lida com sentimentos de estresse. E a condição está associada a uma longa lista de sintomas físicos, diz a Healthline:

Acne: Alguns estudos descobriram que maiores níveis de estresse estão associados ao aumento da gravidade da acne.

Dores de cabeça: O estresse é um gatilho comum para dores de cabeça.

Dor crônica: Alguns estudos descobriram que a dor crônica pode estar associada a níveis mais elevados de estresse, bem como a níveis aumentados de cortisol.

Está sempre doente: O estresse pode afetar o sistema imunitário. Estudos mostram que níveis mais elevados de estresse estão associados ao aumento da suscetibilidade à infecção.

Problemas digestivos: Alguns estudos descobriram que o estresse pode estar associado a problemas digestivos como prisão de ventre e diarreia.


Padre Fábio de Melo e Caio Castro vão estar na 1ª temporada do Te Devo Essa do SBT

A atração é a versão americana Celebrity IOU, dos irmãos gêmeos Drew e Jonathan Scott

(FOLHAPRESS) - Maiara e Maraisa, Padre Fábio de Melo e Caio Castro são nomes confirmados para a primeira temporada do Te Devo Essa, novo reality show do SBT em parceria com Discovery Home e Health, com foco em reformas e arquitetura.

Cada um escolherá uma pessoa a quem deve gratidão para ganhar uma obra planejada pelo arquiteto Renato Mendonça. Os famosos também colocarão mãos à obra para deixar essa transformação ainda mais emocionante.

Versão brasileira da atração americana Celebrity IOU, dos irmãos gêmeos Drew e Jonathan Scott, conhecidos no Brasil pelo sucesso de Irmãos à Obra, Te Devo Essa será apresentado pelo jornalista Dony De Nuccio, 36, que assinou contrato com SBT no final de março.


Eleição 2022: volta de Lula é boa notícia para petistas ou bolsonaristas?

Nesta segunda, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin decidiu anular todas as condenações judiciais do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no âmbito da Operação Lava Jato, abrindo caminho para que o petista concorra à presidência caso não sofra novamente condenações em segunda instância.

Para cientistas políticos entrevistados pela BBC News Brasil, a provável entrada de Lula no jogo eleitoral traz hoje implicações para pretendentes ao Planalto que apostavam em se colocar no centro do espectro ideológico e, claro, para o projeto de reeleição do atual presidente.

"Bolsonaro não tinha um adversário materializado: Doria estava tentando se colocar como alternativa (João Doria, PSDB, governador de São Paulo), o Mandetta apareceu (Luiz Henrique Mandetta, DEM, ex-ministro da Saúde), Ciro estava tentando se viabilizar (Ciro Gomes, PDT, candidato à presidência em 2018). Eram balões de ensaio, e Haddad era uma incerteza (Fernando Haddad, candidato do PT em 2018)", lembra o cientista político Carlos Melo, professor do Insper.

"Considerando a hipótese de Lula vir como candidato, Bolsonaro ganha um adversário de carne e osso."© Reuters "Considerando a hipótese de Lula vir como candidato, Bolsonaro ganha um adversário de carne e osso."
"Considerando a hipótese de Lula vir como candidato, Bolsonaro ganha um adversário de carne e osso."

Na avaliação do cientista político, trata-se "do pior momento para Bolsonaro ganhar um adversário do tamanho do Lula", por uma combinação de acusações contra o governo na economia e no controle da pandemia, e contra Bolsonaro e sua família em denúncias de corrupção.

"Toda vez acusarem o PT de corrupção, vão falar da mansão do filho (Flávio Bolsonaro, que comprou recentemente uma casa milionária em Brasília). Toda vez que falarem da intervenção dos governos petistas nas estatais, vão falar da intervenção de Bolsonaro na Petrobras. Bolsonaro não tem muito a apresentar em sua defesa."

A força do antipetismo
Entretanto, há quem acredite que Bolsonaro até "queria" Lula na disputa, como afirma o cientista político Alberto Carlos Almeida, diretor do Instituto Brasilis.

"Hoje Bolsonaro tem uma minoria de apoiadores, e vai querer chegar a uma maioria (apostando) no sentimento antipetista", resume Almeida, autor dos livros A cabeça do brasileiro, A cabeça do eleitor e O voto do Brasileiro.

Nesta avaliação, está embutida a hipótese de que Bolsonaro e Lula chegariam ao segundo turno — o que Almeida diz ser o mais provável.

"Bolsonaro é o presidente, e o presidente vai para o segundo turno, por regra, no Brasil e em outros países que têm reeleição. E desde 1989 o PT é um dos dois partidos mais votados. Lula é forte, se elegeu duas vezes, elegeu sucessora. Um é forte por estar na presidência, o outro por seu histórico", diz o cientista político.

Também considerando um cenário de segundo turno, a cientista política Lara Mesquita diz que Lula pode ser "o melhor oponente possível para Bolsonaro".

"Talvez ele seja um candidato melhor para o presidente no segundo turno, porque é mais difícil para eleitores do centro-direita votarem no Lula. Alguns eleitores que têm sentimentos antipetistas e que poderiam considerar votar em outro candidato do PT ficam mais longe do partido com o nome do ex-presidente", avalia Mesquita, pesquisadora do Centro de Política e Economia do Setor Público da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Cepesp).

"Algo que ilustra isso é que, recentemente, algumas figuras públicas como o ex-presidente Fernando Henrique e o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia declararam que tinham se arrependido de não ter apoiado o Haddad (na eleição presidencial de 2018) à luz do que está acontecendo hoje (no governo Bolsonaro). Essas pessoas que em 2022 poderiam apoiar algum candidato contra o presidente Bolsonaro talvez tenham mais dificuldade de apoiar o ex-presidente Lula do que outros nomes."

Fachin concluiu que a 13ª Vara de Curitiba 'não era o juízo competente para processar e julgar Luiz Inácio Lula da Silva'© Getty Images Fachin concluiu que a 13ª Vara de Curitiba 'não era o juízo competente para processar e julgar Luiz Inácio Lula da Silva'
"E no eleitorado realmente antipetista, há uma tendência desta parcela ser ainda mais antilulista."

A emergência do antibolsonarismo
Mas Carlos Melo lembra que, se em 2018 o antipetismo foi a principal força da eleição presidencial, em 2022 entra na disputa um antibolsonarismo mais encorpado.

"Acho impossível Bolsonaro ter os mesmos 57 milhões de votos (como no segundo turno de 2018). Muita gente não sabia quem era o Bolsonaro, agora o antibolsonarismo é muito mais forte do que em 2018" diz.

Ele aponta como outro indício favorável à candidatura de Lula, até mesmo em detrimento à de Haddad, uma pesquisa do Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria) publicada neste fim de semana pelo jornal O Estado de São Paulo. Ela mostrou que, hoje, apenas Lula venceria o presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a pesquisa, 50% dos entrevistados disseram que votariam com certeza ou poderiam votar em Lula caso ele se candidatasse; outros 44% afirmaram que não o escolheriam de jeito nenhum. Os números para Haddad foram respectivamente 27% (votariam com certeza ou poderiam votar) e 52% (rejeição).

Já Bolsonaro apareceu com 12 pontos porcentuais a menos que Lula no potencial de voto (38%), e 12 a mais na rejeição (56%).

Entretanto, Carlos Melo brinca que, sobre a eleição de 2022, "o que não sabemos é do tamanho do que sabemos".

Já está dado que a volta de Lula ao jogo eleitoral tem consequências importantes, mas qual será por exemplo o posicionamento de militares, empresários e políticos de centro-direita e centro-esquerda?

"Eles vão acolher ao chamado do bolsonarismo, do lulismo, do centrismo?", indaga o professor do Insper.

Outros candidatos 'coadjuvantes'
Enquanto Melo considera a possibilidade de algum "outsider" (novato na disputa à presidência) chegar ao segundo turno e com isso levar vantagem, Alberto Carlos Almeida diz que "sem dúvida" a segunda-feira, dia 8, trouxe "uma péssima notícia para todos os demais candidatos que não sejam Lula e Bolsonaro".

"Eles podem vir como candidatos, mas já estão contratados como meros coadjuvantes", resume Almeida.

"Lula é líder da esquerda, é popular; e Bolsonaro é um líder da direita, também popular. Os dois mobilizam vínculos emocionais. Com Fernando Henrique, Dilma, a escolha (do eleitorado) era mais racional — relevante, sim, mas racional. Agora, Bolsonaro e Lula mobilizam justificativas racionais e vínculos emocionais."

Lara Mesquita concorda que a polarização entre dois candidatos "não é novidade" no Brasil, onde os favoritos chegam a somar cerca de 70% no primeiro turno.

"Em 2018, o que aconteceu foi que Bolsonaro representou uma direita bastante mais extremista e conservadora, e com isso o PT foi mais, no discurso, para a esquerda."

Este campo deve ser também realinhado após a decisão favorável a Lula no STF, aponta a cientista política. Ela, como os outros entrevistados, acredita que o novo fato só reforça o projeto convicto do PT de ter Lula como candidato.

"A formação de uma frente ampla de esquerda me parece mais distante, a não ser que os outros partidos topem uma frente com a candidatura do Lula. Não que esta possibilidade estivesse muito próxima, e o PT sempre insistiu em um candidato próprio", lembra Mesquita.


Protagonismo nas escolas: meninas lideram ações e movimentos

Quatro meninas contam como suas histórias mobilizaram ações de protagonismo dentro das escolas e nas comunidades onde vivem

Foi-se o tempo em que falar de meninas na escola se restringia ao estereótipo das paqueras no recreio e os acontecimentos cotidianos. As meninas de 2021 estão muito mais preocupadas em resolver questões sociais, a batalhar pelas minorias e fazer com que os meninos entendam que o comportamento machista não tem mais espaço no mundo.

Elas ainda não foram escolhidas como "personalidade do ano" pela revista Forbes ou ganharam a capa da Time com um feito internacional, mas elas têm protagonizado mudanças pra lá de relevantes dentro de suas próprias escolas e comunidades. O papel delas é fundamental para a construção de uma sociedade onde políticas públicas possam ser pensadas - e construídas - com uma base maior de equidade de gênero, raça e posição social.

Quatro meninas contam como suas histórias e incômodos pessoais as levaram a pensar e protagonizar projetos que provocavam mudanças sociais e não apenas individuais.

Nayara Teixeira, 17 anos, São Paulo, capital

"Sou bolsista em projetos estudantis desde 2018, quando fui aprovada no Ismart, um instituto que seleciona alunos de baixa renda para estudar em escolas de excelência. Ao sair da periferia e adentrar espaços elitizados, enquanto mulher preta e periférica, muitas vezes senti que minhas demandas, como a questão racial, as disparidades socioeconômicas e todas as intersecções necessárias em debates feministas, não eram postas em pauta.

Foi conversando com amigas, em especial, com Andressa Sayuri Morishima Teixeira, que compreendi que esse incômodo não era só meu, mas sim de muitas meninas da escola. Decidimos fundar um clube feminista na escola que se chamava Clube Vênus Girl Up que só pode nascer por conta do bootcamp que a Andressa fez com o Girl Up Brasil.

A ideia era criar um espaço seguro, onde as meninas do colégio pudessem compartilhar questões diversas e serem acolhidas. Acabou que o clube cresceu muito! Como grupo, realizamos o "Aulão ENEM Solidário" para alunos da rede pública de educação, onde arrecadamos dinheiro para garantir acesso à internet de um cursinho popular. Outra ação solidária importante foi nossa mega arrecadação de absorvente para mulheres em situação vulnerável. Impactamos mais de 1200 mulheres.

Junto dessas ações, conhecemos o Clube Elza Soares que havia protocolado e aprovado um projeto de lei no Rio de Janeiro o qual garantia a inclusão de absorventes nas cestas básicas do estado. Foi a partir deste contexto que nosso Clube, unido aos clubes do Girl Up de todo o Brasil, passou a se empenhar em uma grande ação: protocolar projetos de leis similares ao do Rio de Janeiro em diversos estados brasileiros. Não acreditávamos que íamos alcançar tantas pessoas, mas basta começar. A mudança é possível e necessária."

© Fornecido por Estadão Nayara durante o PoliONU (um modelo de simulação da ONU organizado e protagonizado pelos alunos da escola) onde foi mesa diretora de um comitê sobre poluição industrial e o descarte inadequado de resíduos

Nayara durante o PoliONU (um modelo de simulação da ONU organizado e protagonizado pelos alunos da escola) onde foi mesa diretora de um comitê sobre poluição industrial e o descarte inadequado de resíduos

Luísa Manoela, 17 anos, Poços de Caldas, Minas Gerais

"Como diz Elza Soares, 'Meu país é meu lugar de fala'. É onde começa a história de quem somos, mudando a nós mesmos e então a sociedade ao nosso redor. E Luísa é sobre isso. Ao invés de supor soluções, eu sempre procurei entender as raízes dos problemas de minha comunidade, para então ecoar a minha voz. E pensando nisso, aos 12 anos, peguei uma sacola com livros e fui até um asilo de mulheres que ficava em cima de minha antiga casa. O primeiro dia tornaram-se 2 anos de conversas e histórias profundas.

Também sempre fui fascinada pelas ciências e tecnologia e quando entrei no Técnico do Médio, no Instituto Federal de Muzambinho, me engajei no CNPq (Centro Nacional de Pesquisa) e em olimpíadas científicas. Na mesma época, por não concordar com o fato de estudantes de escolas públicas e adultos que não terminavam o Ensino Médio não terem acesso à uma educação de qualidade e humanizada, fundei e passei a liderar o Guardiões da Educação, projeto que oferece mentorias para ENEM, olimpíadas científicas, oportunidades nacionais e internacionais (focadas no ensino médio) e idiomas (inglês e espanhol); e que ainda oferece extracurriculares, como aulas de educação ambiental, política apartidária e programação, e clubes.

Hoje, após 9 meses de iniciativa, já são mais de 1000 pessoas impactadas diretamente de 18 estados brasileiros e tudo é feito de forma voluntária através de uma equipe de 32 jovens engajados que se uniram para transformar a educação brasileira. E comunidade é a chave do projeto: a liderança é horizontalizada, de modo que todos têm papel de líder ao trabalhar colaborativamente. A iniciativa é 100% voluntária e sem fins lucrativos e conta com orientação psicológica oferecida por psicólogos voluntários e em parceria com a Rede AutoEstima-se."

© Fornecido por Estadão Luísa em entrega voluntária de arrecadações que fizeram durante a pandemia para grupo de pessoas em vulnerabilidade

Luísa em entrega voluntária de arrecadações que fizeram durante a pandemia para grupo de pessoas em vulnerabilidade

Rebeca Souza, 17 anos, Aracajú, Sergipe

"Sempre fui apaixonada por política e gostava muito de conversar com meu pai sobre o que estava acontecendo no país e no mundo. Sempre fui muito determinada, ou teimosa, e também convicta de que minhas opiniões e ações podiam agregar àquele meio que eu vivia. Mas mesmo muito confiante, percebia que era ignorada, alguns até pediam, 'educadamente' pra que eu ficasse quieta. Outros alegavam que não tinha idade suficiente para debater sobre política e isso me incomodava tanto! Eu tinha opinião, por que não podia expressá-la?

Entrei na pré-adolescência e encontrei no movimento feminista visões com as quais me identifiquei muito. Era um lugar onde eu podia falar de política. Uma amiga e alguns professores da escola me deram força e consegui encontrar minha voz. Entrei para o Girl Up e comecei a participar de debates e movimentos com pautas diversas. E foi neste lugar que entendi que minha idade não era um empecilho.

Desenvolvi vários projetos, mas queria destacar a PL sobre Pobreza Menstrual, assunto que é tão tabu, mas biologicamente natural. Uma pauta que já avançou em alguns estados, mas aqui em SE estamos começando a alavancar.

E estamos tirando do forno o Movimento Democratizou cujo intuito é defender e democratizar a política através de conteúdo em redes sociais. O movimento surgiu da análise das necessidades de falar e entender política, de forma simples, direta e

apartidária para os jovens e adultos, porque somos os eleitores e os que detém o

poder de colocar pessoas para nos representar.

Cada dia tenho mais e mais certeza que quero ser a futura presidenta do Brasil. Lembro que quando Dilma Rousseff foi eleita, apesar do impeachment que ela sofreu, ver uma mulher no cargo mais importante do país é um indício que as coisas podem mudar e isso me emociona e me inspira a chegar um dia nessa mesma posição, na qual eu consiga combater o machismo, atender as necessidades da população e ser uma agente de mudanças no maior cargo do Brasil.

Rebeca com coletivo de meninas que discutem política e maneiras de democratizá-la

Isabelle Christina, 18 anos, filha da Regiane, 42, ambas do Grajaú

"Fiz meu primeiro intercâmbio aos 13 anos e fui bolsista no Colégio Bandeirantes, pelo Ismart (Instituto Social para Motivar, Apoiar e Reconhecer Talentos). Sempre me vi como uma das únicas meninas negras em todos esses contextos e comecei a me sentir muito negligente de não exercer meu papel de agente multiplicadora para transformar essa realidade e gerar oportunidades para jovens do mesmo ponto de partida que eu.

Minha mãe foi fundamental. Ela sofreu muito preconceito por ser negra e decidiu que eu não teria uma vida como a que ela teve, e que a educação seria a base do sucesso. Nunca me deu bonecas, me dava livros. Em 2017, eu e minha mãe fundamos o Projeto Meninas Negras, com 10 meninas participantes. A proposta era inserir meninas afrodescendentes de 12 a 24 anos nos parâmetros acadêmicos, profissionais e culturais preparando para que fossem jovens negras protagonistas.

Desde o princípio, o Projeto Meninas Negras se enxerga como uma ponte entre as oportunidades e as pessoas que não possuem acesso a elas devido a má? distribuição social. Nosso foco principal é ensinar as pessoas a sonhar muito grande! Só? assim poderão se tornar protagonistas de suas vidas e, consequentemente, conseguirão criar as próprias oportunidades.

Hoje o projeto também atende a demanda da periferia em geral, incluindo meninos e jovens não negros. E começamos a atender estudantes que vivem em abrigo, sem a família. Inclusão é para todo mundo. Eu apresentei o projeto num fórum da ONU e acredito que as instituições e empresas precisam ser treinadas. Devem mudar muito mais do que seus processos seletivos, precisam transformar toda uma cultura, um mindset. E de menina em menina a gente vai mudando o mundo."

© Fornecido por Estadão Isabelle e a mãe Regiane que para além do papel maternal, acompanha a filha em todas as empreitadas

Isabelle e a mãe Regiane que para além do papel maternal, acompanha a filha em todas as empreitadas


STF estará vigilante para evitar que situação nos EUA ocorra no Brasil, diz Fux

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, durante seminário para comemorar o Dia Internacional Contra a Corrupção.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, garantiu que a Corte, "como guardiã da democracia constitucional, permanecerá vigilante para que a situação registrada nos EUA no último 6 de janeiro jamais ocorra no Brasil". A afirmação foi feita em artigo publicado no jornal O Globo deste domingo, 10. Segundo ele, o Judiciário tem papel essencial, porque cabe a esse poder ser o garantidor do cumprimento das leis e da Constituição. "Não se pode hesitar em cumprir essa missão", escreveu Fux.

O presidente do Supremo disse que "não há democracia sem respeito às instituições", - sendo elas do Judiciário, do Legislativo, do Executivo ou mesmo as privadas -, e afirmou que qualquer líder que busque subjugá-las, "concentrando e abusando do poder a ele concedido pelo voto, deve sofrer imediata reação da imprensa livre, da sociedade crítica e dos demais poderes constituídos".

"Vitórias eleitorais não representam carta-branca para desígnios individualistas ou decisões arbitrárias. O governo é das leis e não dos homens", disse o ministro no artigo. "Preservaremos a democracia a qualquer custo", concluiu.

Vale lembrar que, um dia após os fatos ocorridos nos Estados Unidos, quando extremistas invadiram a sede do Legislativo americano para interromper a confirmação da eleição naquele país, o presidente Jair Bolsonaro voltou a levantar dúvida sobre a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro e a pressionar pela instituição do voto impresso.

Na ocasião, sem citar diretamente o ataque ao Capitólio por uma multidão pró-Donald Trump na quarta-feira. Bolsonaro afirmou que o modelo eletrônico pode levar o Brasil a ter um problema pior que os EUA. "Se nós não tivermos o voto impresso em 2022, uma maneira de auditar o voto, nós vamos ter problema pior que os Estados Unidos", disse o presidente.

Também sem apresentar nenhuma prova, Bolsonaro repetiu que houve fraude nas eleições americanas. "O pessoal tem que analisar o que aconteceu nas eleições americanas agora. Basicamente qual foi o problema, causa dessa crise toda? Falta de confiança no voto. Então lá, o pessoal votou e potencializaram o voto pelos correios por causa da tal da pandemia e houve gente que votou três, quatro vezes, mortos votaram, foi uma festa lá. Ninguém pode negar isso daí", disse Bolsonaro. "E aqui no Brasil, se tivermos o voto eletrônico em 2022, vai ser a mesma coisa. A fraude existe", completou o presidente brasileiro.


Trump é banido do Facebook e do Instagram por tempo indeterminado

A plataforma disse que a suspensão vai durar "no mínimo" duas semanas, até que a transição de poder seja completada.

Trump já havia sido suspenso temporariamente da plataforma na noite de ontem após o Congresso dos EUA ter sido invadido por militantes que queriam impedir a ratificação da vitória de Joe Biden nas eleições.

Pouco antes da invasão a multidão havia sido inflamada por Trump, que fez alegações infundadas de fraude nas eleições. A invasão gerou caos, violência, levou à morte de quatro pessoas e fez com que os congressistas tivessem que ser evacuados emergencialmente.

Além do discurso público que fez aos invasores, Trump também repetiu as alegações infundadas sobre fraude em suas redes sociais.

Em resposta, o Twitter apagou postagens e suspendeu a conta do presidente por 12h, dizendo que futuras violações poderiam resultar em suspensão permanente.

O Facebook suspendeu a conta do presidente temporariamente na noite de ontem e nesta quinta afirmou que vai manter a suspensão por tempo indeterminado.

"Nos últimos anos, permitimos que o presidente Trump usasse nossa plataforma de forma consistente com as nossas regras, às vezes removendo conteúdos e marcando seus posts quando eles violavam nossas políticas. Fizemos isso porque acreditamos que o público tem o direito a (ter acesso ao) espectro mais amplo de discurso político possível, mesmo quando esse discurso é controverso", escreveu o criador do Facebook, Mark Zuckerberg.

"Mas o contexto atual é fundamentalmente diferente, envolve o uso de nossa plataforma para incitar insurreição contra um governo democraticamente eleito", afirmou.

"Acreditamos que os riscos de permitir que os presidente continuar usando nossa plataforma durante este período é simplesmente grande demais. Portanto estamos ampliando o bloqueio que fizemos em suas contas no Facebook e no Instagram por tempo indeterminado, e por pelo menos duas semanas, até que a transição pacífica de poder esteja concluída", afirmou a plataforma.