Chuvas excessivas atrasam colheita do milho safrinha, que avança só 0,1%

Excesso de umidade reduz ritmo no campo e mantém o avanço abaixo do registrado em 2025 Milho pronto para colheita em lavoura de Mato Grosso do Sul. (Foto: Arquivo/Aprosoja) A colheita do milho da segunda safra 2025/2026 alcançou apenas 0,1% da área cultivada em Mato Grosso do Sul até a segunda semana de junho, devido...


Excesso de umidade reduz ritmo no campo e mantém o avanço abaixo do registrado em 2025

Milho pronto para colheita em lavoura de Mato Grosso do Sul. (Foto: Arquivo/Aprosoja)

A colheita do milho da segunda safra 2025/2026 alcançou apenas 0,1% da área cultivada em Mato Grosso do Sul até a segunda semana de junho, devido ao excesso de chuvas, que elevou a umidade dos grãos e dificultou a entrada de máquinas nas lavouras, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira (16) pela Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho).

A colheita do milho segunda safra 2025/2026 atingiu apenas 0,1% da área cultivada em Mato Grosso do Sul, com atraso de dois pontos percentuais em relação ao ciclo anterior, devido ao excesso de chuvas que elevou a umidade dos grãos e dificultou o uso de máquinas. A estimativa é de cultivo em 2,206 milhões de hectares e produção de 11,139 milhões de toneladas, queda de 20,1% ante a safra passada.

O percentual colhido representa atraso de cerca de dois pontos percentuais em comparação com o mesmo período do ciclo anterior. Os dados apontam que o início da retirada do cereal ocorre em ritmo mais lento nos principais municípios produtores do Estado.

De acordo com o coordenador técnico da Aprosoja, Gabriel Balta, o volume elevado de precipitações registrado nas últimas semanas compromete o avanço das operações no campo.

“A maior umidade dos grãos dificulta o avanço das máquinas no campo e adia o início mais intenso da colheita”, afirmou.

Apesar do atraso, a entidade destaca que a colheita costuma ganhar força entre os meses de junho e julho. Historicamente, a maior concentração dos trabalhos ocorre a partir da segunda quinzena de julho, período em que produtores intensificam a retirada da produção das propriedades rurais.

Enquanto aguardam melhores condições climáticas, agricultores acompanham o desenvolvimento das lavouras. O monitoramento realizado na segunda semana de junho indica que 70,8% das áreas apresentam bom potencial produtivo. Outros 18,3% dos cultivos estão em condição regular e 10,9% foram classificados como ruins.

Para a safra 2025/2026, a estimativa aponta cultivo em 2,206 milhões de hectares, crescimento de 3% em relação ao ciclo anterior. A produtividade média projetada é de 84,2 sacas por hectare.

Com esse desempenho, a produção estadual deve atingir 11,139 milhões de toneladas de milho. Mesmo com o volume expressivo, a previsão representa queda de 20,1% em comparação com a safra passada



Source link