No evento o ex-jogador distribuiu autógrafos, tirou fotos e relembrou histórias do futebol
O ex-atacante Viola, tetracampeão mundial com a Seleção Brasileira em 1994, participou de eventos de troca de figurinhas do álbum da Copa do Mundo de 2026 neste sábado em Campo Grande. Realizada nos supermercados Comper e Fort Atacadista, a ação promoveu a interação entre fãs de diferentes gerações e incentivou a prática esportiva. O ex-jogador distribuiu autógrafos e fotos, enquanto famílias destacaram a importância do convívio social e do resgate da história do futebol nacional.
Os fãs de futebol e colecionadores do álbum da Copa do Mundo de 2026 viveram uma tarde especial neste sábado (30), em Campo Grande, com a presença do ex-atacante Viola, campeão mundial com a Seleção Brasileira em 1994.
O encontro integrou a programação dos pontos de troca de figurinhas promovidos pelas redes de Supermercado Comper e Fort Atacadista.
A reportagem acompanhou a primeira participação do ex-jogador no Comper Itanhangá, às 15h. Mais tarde, Viola segue para o Fort Atacadista Três Barras, onde também vai encontrar colecionadores a partir das 18h.
No evento, o ex-jogador Paulo Sérgio Rosa, o Viola, distribuiu autógrafos, tirou fotos e relembrou histórias do futebol.
Revelado pelo Corinthians, onde iniciou a carreira profissional em 1986, Viola construiu uma trajetória marcada por passagens por grandes clubes do Brasil e do exterior.
Pela Seleção Brasileira, disputou dez partidas oficiais e integrou o elenco tetracampeão da Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos.
A presença do campeão mundial chamou a atenção principalmente das crianças, muitas delas nascidas décadas depois da conquista do tetra.
“É uma geração diferente. Esses garotos praticamente não viram a seleção de 1994 ser campeã, nem a de 2002. Mas os pais acabam passando para eles quem foram os grandes jogadores. Isso nos deixa muito felizes. Agora vamos torcer para que essa geração possa ver o nosso hexa”, afirmou Viola.
Entre os visitantes estava Vinícius Lelis Carneiro, de 12 anos, torcedor do Corinthians e colecionador assíduo dos álbuns da Copa. Vestindo a camisa do clube do coração, ele aproveitou a oportunidade para conhecer um dos ídolos ligados à história corintiana.
“Eu gosto de ter as figurinhas. Já colecionei a de 2022. Sou corintiano e achei legal vir conhecer o Viola, pedi um autógrafo para a camisa. Vou assistir todos os jogos do Brasil na Copa do Mundo, gosto de ver os gols e quero ver o Brasil ganhar a taça”, disse.
O pai do garoto, o engenheiro de computação Alexandro Carneiro, destacou o papel das trocas de figurinhas em um cenário dominado pela tecnologia e pelas telas.
“Isso é fantástico. Nesse mundo digitalizado, eles ficam muito no celular. Aqui eles interagem, brincam, se comunicam e compartilham. Esse convívio é importante para o crescimento, educação e socialização. Além disso, estimula o conhecimento sobre futebol, seleções e equipes”, avaliou.
Segundo ele, mesmo sem ser um grande fã do esporte, entrou no clima por influência do filho. “Ele coleciona em toda Copa. Vejo que a alegria deles é a nossa. Mostrei para ele quem era o Viola, contei a história dele e decidimos vir”, contou.
Os irmãos Rafael Possamai Pinheiro, de 10 anos, e Alex Possamai Pinheiro, de 6, também aproveitaram o evento. Rafael celebrou a oportunidade de trocar figurinhas e levar para casa uma lembrança especial.
“Muito legal, porque a gente pode trocar figurinhas, comprar e conhecer um jogador que já jogou na seleção. Ele assinou minha camisa da seleção. Ficou uma camiseta única, vou guardar para sempre”, afirmou.
Colecionador, Rafael destacou que o hobby vai além de completar o álbum. “A gente pode interagir com outras pessoas, guardar uma recordação da Copa e conhecer os melhores jogadores de cada país. Ainda faltam bastante figurinhas, mas quero completar tudo.”

Já o irmão mais novo destacou a preferência pelas figurinhas especiais. “Eu gosto das brilhantes, que são mais bonitas. Gostei de trocar as figurinhas e estou ansioso para assistir à Copa”, disse Alex.
Para a gerente regional de operações do Comper em Mato Grosso do Sul, Marli Almeida Aranha, a troca de figurinhas vai além do futebol e se consolida como um momento de convivência familiar.
“É um evento para a família. Ali estão pai, mãe, filhos, vivendo essa experiência. Não é só sobre os jogadores brasileiros, mas sobre atletas do mundo inteiro. Essa troca ajuda muito na convivência familiar, no bem-estar e em viver histórias”, afirmou.

Segundo ela, trazer Viola para o evento ajuda a aproximar diferentes gerações do futebol. “Muitas crianças nem eram nascidas quando ele foi tetracampeão. Então os pais contam essa história. Estamos chegando no clima da Copa e a ideia é justamente movimentar esse ambiente e dar o pontapé inicial para a torcida pelo hexa”, destacou.
Ao comentar a paixão pelos álbuns e pelo esporte, Viola reforçou o papel transformador da prática esportiva.
“O futebol é incrível, o esporte é incrível. Sempre incentivamos pais, avós, tios e amigos a colocarem seus filhos no esporte, não necessariamente no futebol. O esporte forma caráter. Quem pratica esporte aprende disciplina, respeito e convivência”, concluiu o ex-jogador.
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