Conselho aprova sem restrições venda de empresas do Consórcio Guaicurus

Grupo HP Mobilidade, de Goiânia, recebeu aval do órgão federal, mas transferência ainda depende do município Passageiros embarcando em ônibus do transporte coletivo em terminal de Campo Grande. (Foto: Juliano Almeida) O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou, sem restrições, a compra das quatro empresas que integram o Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo...


Grupo HP Mobilidade, de Goiânia, recebeu aval do órgão federal, mas transferência ainda depende do município

Passageiros embarcando em ônibus do transporte coletivo em terminal de Campo Grande. (Foto: Juliano Almeida)

O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou, sem restrições, a compra das quatro empresas que integram o Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo de Campo Grande, pelo Grupo HP Mobilidade, de Goiânia (GO). A decisão foi publicada no Diário Oficial da União.

O Cade aprovou, sem restrições, a compra das quatro empresas do Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo de Campo Grande, pelo Grupo HP Mobilidade, de Goiânia. A decisão considerou a operação uma mera substituição de agente econômico. O aval, porém, não conclui a venda: a mudança de controle depende da autorização da Prefeitura, que exige compromissos como renovação da frota, ônibus com ar-condicionado e melhorias nos terminais.

A operação envolve a aquisição das quatro empresas Jaguar Transportes Urbanos, Viação Campo Grande, Viação Cidade Morena e Viação São Francisco pela Maas Administração e Participações Ltda., ligada ao grupo empresarial goiano.

Com a aprovação, o Cade concluiu a análise concorrencial da operação, sem impor condições ou restrições à aquisição. Isso significa que, sob o ponto de vista da defesa da concorrência, o órgão federal não identificou impedimentos para a transação. “(…) diante do informado nos autos, tem-se que a Operação configura mera substituição de agente econômico, não demandando, deste modo, uma análise mais aprofundada dos mercados envolvidos”, cita parte da decisão.

O aval, entretanto, não representa a conclusão da venda nem autoriza automaticamente a transferência da operação do transporte coletivo. Como as empresas integram o consórcio responsável por um serviço público concedido pelo município, a mudança de controle ainda depende da análise e autorização da Prefeitura de Campo Grande.

A administração municipal condiciona a autorização a compromissos relacionados à melhoria do serviço, incluindo renovação da frota, incorporação de ônibus com ar-condicionado e intervenções nos terminais.

O processo apresentado ao Cade foi protocolado em 28 de setembro deste ano e reúne informações sobre as empresas envolvidas, a estrutura da operação e as atividades econômicas dos grupos participantes.

A análise do órgão federal se concentra nos possíveis efeitos da aquisição sobre a concorrência. Questões como cumprimento do contrato de concessão, qualidade dos ônibus, frequência das linhas e obrigações de investimento permanecem sujeitas à fiscalização e às decisões do poder concedente municipal.

Dessa forma, a aprovação representa uma etapa importante para a entrada do Grupo HP Mobilidade no transporte coletivo da Capital, mas ainda não estabelece quando a nova administração poderá assumir efetivamente o controle das empresas.



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