Defesa contesta prisão de vereador e diz que acusações não têm provas

Advogado de Dionaldo Morinigo afirma que pedirá liberdade em audiência de custódia Dionaldo Morinigo foi preso em flagrante após se envolver em acidente de trânsito em Ponta Porã (Foto: reprodução/Facebook) A Justiça converteu em preventiva a prisão em flagrante do vereador Dionaldo Morinigo (PDT), de 49 anos, detido na noite de sexta-feira (18), em Ponta...


Advogado de Dionaldo Morinigo afirma que pedirá liberdade em audiência de custódia

Dionaldo Morinigo foi preso em flagrante após se envolver em acidente de trânsito em Ponta Porã (Foto: reprodução/Facebook)

A Justiça converteu em preventiva a prisão em flagrante do vereador Dionaldo Morinigo (PDT), de 49 anos, detido na noite de sexta-feira (18), em Ponta Porã, a 313 quilômetros de Campo Grande. Segundo o advogado Marcos Ivan, a defesa tentará obter a liberdade do parlamentar na audiência de custódia marcada para as 10h deste domingo (20).

Vereador Dionaldo Morinigo (PDT), de 49 anos, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva após se envolver em acidente em Ponta Porã (MS). Ele é acusado de lesão corporal, omissão de socorro, embriaguez, porte ilegal de arma, corrupção ativa, ameaça e desacato. A defesa contesta as acusações e tenta obter liberdade em audiência de custódia marcada para este domingo (20).

Dionaldo, que também é subtenente do Corpo de Bombeiros, foi preso após se envolver em um acidente com uma VW Saveiro conduzida por um adolescente de 17 anos. Conforme o boletim de ocorrência, o jovem ficou gravemente ferido. O registro aponta ainda que o vereador deixou o local, tentou subornar um policial, fez ameaças e estava armado.

A defesa contesta a versão policial e aponta irregularidades na prisão. Para Marcos Ivan, o caso começou como um acidente de trânsito e não há provas suficientes para sustentar as demais acusações. “O que aconteceu foi um acidente de trânsito”, afirmou.

Um dos pontos questionados é a acusação de corrupção ativa. O advogado afirma que ela se baseia apenas no depoimento do policial que fez a abordagem. “Não há gravações ou outras testemunhas que comprovem a oferta de dinheiro”, disse.

Já o boletim relata que, após ser acompanhado por um escrivão da Polícia Civil que presenciou o acidente, Dionaldo perguntou se havia uma maneira de “resolver ali” a situação para evitar o acionamento de outros órgãos. A declaração foi registrada como tentativa de corrupção ativa.

Marcos Ivan também contesta a acusação de embriaguez ao volante e destaca que não houve teste do bafômetro nem exame de sangue. Segundo o boletim, o vereador recusou o bafômetro e os policiais fizeram um auto de constatação após relatarem odor de álcool, agressividade e latas de cerveja no veículo.

A defesa questiona ainda a acusação relacionada à pistola calibre 9 milímetros encontrada com Dionaldo. O advogado afirma que, por ser bombeiro militar da reserva, ele possui porte funcional e pretendia entregar a arma somente na delegacia. O registro policial, por outro lado, informa que a pistola é de origem paraguaia, estava sem registro e que o vereador se recusou inicialmente a entregá-la.

As versões também divergem sobre a dinâmica do acidente. Marcos Ivan afirma que o adolescente invadiu a preferencial e entrou na trajetória do veículo do parlamentar. Já a ocorrência aponta que Dionaldo dirigia uma Toyota Hilux em alta velocidade quando atingiu lateralmente a Saveiro. Segundo o registro, ele deixou o local e foi abordado cerca de dois quilômetros depois.

O vereador foi autuado por lesão corporal culposa no trânsito agravada por embriaguez, omissão de socorro, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, corrupção ativa, ameaça e desacato. Para a defesa, Dionaldo reúne os requisitos para responder ao processo em liberdade. Na audiência de custódia, Marcos Ivan pretende questionar a legalidade do flagrante e os fundamentos da prisão preventiva.



Source link