Defesa diz que preso suspeito de sequestro só emprestou casa a conhecido

Em nota, advogados afirmam que o homem nega conhecimento sobre atos ilícitos relacionados ao imóvel Ministério da Justiça e Segurança Pública divulga cartaz com rosto de Ayla, bebê campo-grandense de 28 dias desaparecido desde quinta-feira (6). (Foto: Clara Farias) A defesa do homem preso por suspeita de envolvimento no sequestro de Ayla Emanuelly Pereira de...


Em nota, advogados afirmam que o homem nega conhecimento sobre atos ilícitos relacionados ao imóvel

Ministério da Justiça e Segurança Pública divulga cartaz com rosto de Ayla, bebê campo-grandense de 28 dias desaparecido desde quinta-feira (6). (Foto: Clara Farias)

A defesa do homem preso por suspeita de envolvimento no sequestro de Ayla Emanuelly Pereira de Souza, de 28 dias, afirmou que ele apenas emprestou uma casa a um conhecido e não sabia que o imóvel seria relacionado ao desaparecimento da bebê em Campo Grande. O suspeito foi localizado na região do Universitário durante as buscas pela recém-nascida neste sábado (8). Audiência de custódia do caso foi marcada para domingo (9).

A defesa do homem preso por suspeita de envolvimento no sequestro da bebê Ayla Emanuelly, de 28 dias, em Campo Grande, afirma que ele apenas emprestou uma casa a um conhecido, sem saber de qualquer ato ilícito. Preso na região do Universitário, ele terá audiência de custódia neste domingo. A mãe da criança, de 17 anos, relatou ter sido atraída ao imóvel com promessa de R$ 100, onde foi rendida junto à irmã, de 12 anos, e teve a filha levada.

A manifestação foi enviada ao Campo Grande News por Dendry Rios, assistente da defesa encabeçada pelo advogado Felipe Santullo. Segundo ele, o homem nega conhecimento sobre qualquer ato ilícito relacionado à casa.

“Estamos tomando conhecimento dos fatos e analisando os autos. É muito cedo para manifestações concretas, até porque ele assegura não saber a finalidade da atividade ou de qualquer ato que aconteceu. Imaginem o seguinte: se você soubesse que tal ato ilícito seria praticado, você concordaria? Ele é trabalhador, tem família”, afirmou.

A defesa também contestou a atribuição de responsabilidade ao suspeito antes do esclarecimento do caso.

“Atribuir toda essa interpretação a ele seria praticamente desumano e injusto, ainda mais um rapaz trabalhador, familiar e uma pessoa comum. Mas tudo isso será discutido e apresentado no decorrer dos fatos e a sociedade entenderá que é importante não julgar agora de maneira popular para não se arrepender depois”, declarou em nota.

Ayla desapareceu na quinta. A mãe, uma adolescente de 17 anos, relatou que recebeu uma proposta de R$ 100 para cuidar de outra criança e foi até uma residência acompanhada da irmã, de 12 anos, e da bebê.

Segundo a versão apresentada pela jovem, ela e a irmã foram rendidas no imóvel. A recém-nascida foi levada e passou a ser procurada pelas equipes responsáveis pela investigação.

A Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) conduz o caso com apoio da Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros). O desaparecimento também levou ao acionamento do Alerta Amber Brasil.



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