Dica de milhões: Porto Murtinho tem potencial para loja franca, provoca ministro

Diplomata vê oportunidade para novos empreendimentos voltados ao turismo de compras na região Porto Murtinho, portal da Bioceânica, tem potencial para receber mega loja de departamentos e impulsionar turismo de compras, provoca ministro (Foto: Subcom) Porto Murtinho (MS), cidade que será o portal da Rota Bioceânica no Brasil, tem potencial para receber uma loja franca,...


Diplomata vê oportunidade para novos empreendimentos voltados ao turismo de compras na região

Porto Murtinho, portal da Bioceânica, tem potencial para receber mega loja de departamentos e impulsionar turismo de compras, provoca ministro (Foto: Subcom)

Porto Murtinho (MS), cidade que será o portal da Rota Bioceânica no Brasil, tem potencial para receber uma loja franca, também conhecida como duty free ou free shop, voltada à comercialização de produtos como cosméticos, bebidas, eletrônicos e chocolates, com isenção ou redução de impostos locais e de importação.

Ministro João Carlos Parkinson de Castro sugeriu, durante o 3º Fórum Centro-Oeste de Segurança Rodoviária, a instalação de uma loja franca em Porto Murtinho, porta de entrada da Rota Bioceânica no Brasil. A ideia visa aproveitar o potencial econômico da região, impulsionado pela Ponte da Bioceânica, com 90% concluída, que ligará o Brasil ao Paraguai e integrará o corredor de 3,2 mil quilômetros entre os oceanos Atlântico e Pacífico.

A ideia, ou melhor, a provocação, foi apresentada pelo ministro João Carlos Parkinson de Castro, diplomata de carreira do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, durante o 3º Fórum Centro-Oeste de Segurança Rodoviária – Rota Bioceânica, realizado nesta segunda-feira (25), em Campo Grande.

Parkinson afirma que a proposta surge como um incentivo aos empreendedores de Mato Grosso do Sul diante do potencial econômico que se desenha com a consolidação da Rota Bioceânica.

“Aqui no estado não temos nenhuma, mas em Foz do Iguaçu (PR) temos oito. Juntas geram uns US$ 20 milhões. Não é pouca coisa. É a mesma coisa que ter uma duty free no aeroporto, mas isso parte de quem? Do Estado? Da União? Não, isso é o setor privado. São negócios e eu só estou provocando, chamando a atenção. Por enquanto não tem nada”, comentou.

O ministro destacou que, do outro lado da fronteira, em Carmelo Peralta, no Paraguai, o potencial para atrair visitantes em trânsito pela região ou que se desloquem exclusivamente para compras deve ganhar impulso com a possível instalação de uma mega loja de departamentos, nos moldes das existentes em Pedro Juan Caballero, Ciudad del Este e Salto del Guairá.

“Já temos informações bem firmes, de que tem negociações bem adiantadas para se ter uma mega loja do lado do Paraguai, em Carmelo Peralta. Então, porque não ter uma loja franca em Porto Murtinho? É a pergunta que eu faço”.

Entre Carmelo Peralta e Porto Murtinho está em construção a Ponte da Bioceânica. A obra é executada pelo MOPC (Ministério de Obras Públicas e Comunicações) do Paraguai, com investimento de US$ 100 milhões da margem paraguaia da Itaipu Binacional.

A construção foi iniciada em janeiro de 2022 e segue em ritmo acelerado. Mais de 90% da estrutura já foi executada. Está previsto para junho o encontro estrutural entre as duas margens e, para setembro, conforme estimativa apresentada em abril pelo órgão paraguaio, a conclusão dos trabalhos.

A Ponte da Bioceânica é uma das obras centrais para viabilizar o Corredor Bioceânico, também chamado de RILA (Rota de Integração Latino-Americana) ou Corredor Rodoviário de Capricórnio. A via terá mais de 3,2 mil quilômetros, conectando os oceanos Atlântico e Pacífico por meio de Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.

Porto Murtinho será a porta de entrada da rota no Brasil. A expectativa dos quatro países é transformar o corredor em uma grande via de escoamento de produtos e importação de mercadorias entre a América do Sul e os mercados asiáticos, com potencial de reduzir em até 30% os custos logísticos e em até 15 dias o tempo de transporte em relação às rotas marítimas tradicionais, como a do Canal do Panamá.



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