Do medo de acampar ao rapel, Bonito salvou rotina chata de casal

Laís e André fizeram das folgas em turismo de aventura e das águas da cidade um novo lar Águas de Bonito “salvaram” rotina  de Laís e André (Foto: Arquivo pessoal) Se dissessem para Laís Brandão Nunes Peralta, de 32 anos, que ela deixaria Bom Jesus do Itabapoana (RJ), no interior do Rio de Janeiro, e...


Laís e André fizeram das folgas em turismo de aventura e das águas da cidade um novo lar

Águas de Bonito “salvaram” rotina  de Laís e André (Foto: Arquivo pessoal)

Se dissessem para Laís Brandão Nunes Peralta, de 32 anos, que ela deixaria Bom Jesus do Itabapoana (RJ), no interior do Rio de Janeiro, e que, anos depois, seu destino seria fincar raízes no interior de Mato Grosso do Sul, ela provavelmente duvidaria. Foi em Bonito que a vida com o namorado, André Luís da Silva Peralta, de 31 anos, tomou outro rumo, e foram as águas de lá que “salvaram” a rotina do casal.

Laís Peralta saiu de Bom Jesus do Itabapoana, no Rio de Janeiro, aos 18 anos e, após passar por Minas Gerais, Campo Grande e Florianópolis, encontrou em Bonito, no Mato Grosso do Sul, o lugar ideal para viver. Ao lado do namorado André, enfermeiro no hospital local, ela descobriu nos esportes de aventura e na natureza a base do relacionamento. O casal compartilha as experiências nas redes sociais e valoriza a tranquilidade do interior.

André é enfermeiro e atua no hospital local. A conexão do casal com o mato não era novidade. Anos antes, uma trilha em Furnas do Dionísio já havia mostrado a eles que o esporte de aventura era o oxigênio da relação e que as águas daqui eram potentes.

Do medo de acampar ao rapel, Bonito salvou rotina chata de casal
Do medo de acampar ao rapel, Bonito salvou rotina chata de casal
Aquatrecking no Cânions do Salobra e Flutuação na Barra do Sucuri (Foto: Arquivo pessoal)

“Percebemos que esse tipo de atividade conectava muito a gente”. Enquanto muitos casais enfrentam o tédio de não encontrar programas que fujam do óbvio, eles transformaram as folgas em laboratório. “Eu vejo que um casal tem dificuldade de fazer algo sem sair para comer e beber. A gente gosta muito de natureza”.

Antes de chegar à pequena cidade turística, a jornada foi longa. Ela passou por Minas Gerais para cursar a primeira faculdade e, já formada em Química, decidiu arriscar a vida em Campo Grande.

“Escolhi o Estado justamente por não conhecer a cultura. Não pensamos em nos mudar daqui, queremos ficar porque é um lugar muito maravilhoso, tem a tranquilidade que só o interior tem e a gente consegue escapar da rotina e correria do dia a dia. Sinto que é um estado pouco conhecido e as pessoas merecem conhecer”.

Do medo de acampar ao rapel, Bonito salvou rotina chata de casal
Do medo de acampar ao rapel, Bonito salvou rotina chata de casal
Morro do Paxixi e camping no refúgio Canaã (Foto: Arquivo pessoal)

Sem saber que a melhor opção estava próxima e com saudades do mar, eles arrumaram as malas e partiram para Florianópolis (SC). Passaram 2 anos na calmaria do litoral, até que, em 2024, o pai de André faleceu.

“Foi bem difícil a morte dele para todo mundo. Queríamos ficar mais perto, estávamos longe das duas famílias. A minha no Rio, a dele aqui. Eu não cogitava morar em Bonito por ser uma cidade pequena. Quando a gente morava em Campo Grande, a gente também estava longe, eu também não tinha amigos porque a maioria tinha se mudado”, relembra.

Aquela menina que antes se dizia ‘medrosa’ para o camping foi perdendo o medo de desbravar a natureza e os esportes. Recentemente, eles encararam o rapel, já andaram de quadriciclo nas dunas e passaram a explorar o turismo local. Eles compartilham essas experiências nas redes sociais.

Do medo de acampar ao rapel, Bonito salvou rotina chata de casal
Casal ama fazer rapel, trilhas e turismo de aventura em todos lugares que vão (Foto: Arquivo pessoal)

“Quando a gente se mudou para cá, eu passei a trabalhar em uma agência de turismo e conhecer outros lugares também. Com base nisso, pensamos em compartilhar essas experiências. A gente sempre gostou de cachoeira. Aqui, essa região é linda demais e conseguimos fazer muita coisa, sem contar a gastronomia.”

Laís é formada em Química, mas não atua mais na área. Hoje, trabalha com Marketing de Conteúdo e está terminando a segunda graduação em Gestão de Mídias Sociais.



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