Sem entrar em consenso sobre o acordo coletivo, os trabalhadores dos Correios de todo Mato Grosso do Sul, representados por sindicatos, entraram em greve nesta quarta-feira (11). A paralisação foi decidida em assembleia e o movimento é nacional.

Os funcionários também são contra a proposta do presidente Jair Bolsonaro, de privatização dos Correios.

Em Campo Grande, funcionários ocupam a calçada em frente à agência da rua Barão do Rio Branco, no Centro. Segundo a presidente do Sintect-MS (Sindicato dos Trabalhadores do Correios e Telégrafos de Mato Grosso do Sul), Elaine Regina Souza de Oliveira, são mais de 1, 3 mil funcionários no estado e 600 em Campo Grande. Sendo um total de 75 agências, destas 15 na Capital.

Ela aponta que os funcionários estão tentando negociação com a empresa desde o mês de junho.

“Nós estamos desde o mês de junho tentando negociar com a empresa, tivemos um período de negociação e, suspendemos essa greve no dia 1, com a proposta de mediação de campanha salarial com reuniões. Tivemos um mês e a empresa se recusando a receber as negociações, sem apresentar proposta”, destaca.

Além disto, a empresa se recusa a conversar com os funcionários mesmo com mediação do TST (Tribunal Superior do Trabalho) e apresentou uma proposta abaixo do previsto.

“Empresa não está aceitando negociação nem com a mediação do TST (Tribunal Superior do Trabalho) e nós estamos sem acordo coletivo, todos os direitos e garantias que nós conquistamos durante os anos, está ameaçado. A única proposta que a empresa apresentou foi no mês de junho, de 0,8% de reajuste para uma inflação de 3,67%, ou seja, um reajuste de menos de 1%”, pontua.

De acordo com a sindicalista, o movimento deve continuar por prazo indeterminado.

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