Thalles Thomazelli afirma que modelo de parceria com os municípios fortaleceu a candidatura
Mais de 95% dos prefeitos apoiarão a reeleição do governador Eduardo Riedel (PP), segundo a previsão do presidente da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), Thalles Tomazelli (PL). Prefeito de Itaquiraí, ele baseou a estimativa nas conversas mantidas com gestores e lideranças dos 79 municípios. Segundo Tomazelli, o apoio reflete a parceria das prefeituras com o Governo do Estado em obras e serviços públicos.
Mais de 95% dos prefeitos de Mato Grosso do Sul devem apoiar a reeleição do governador Eduardo Riedel (PP), segundo estimativa do presidente da Assomasul, Thalles Tomazelli. O apoio, baseado em conversas com gestores dos 79 municípios, reflete parcerias em obras e serviços públicos. Para o Senado, Reinaldo Azambuja tem adesão ampla, mas o segundo voto segue indefinido após a entrada de Capitão Contar na disputa.
Em conversa com a reportagem do Campo Grande News durante as convenções partidárias em Campo Grande neste sábado (1º), Thalles evitou apresentar um número fechado porque ainda não conversou com todos os gestores. “Não é um número exato porque com alguns [prefeitos] ainda não fiz contato”, discorre.
União Brasil, Progressistas, PSD, PSDB, MDB, Avante, Cidadania, PL e Republicanos integram o grupo formado em torno da candidatura de Riedel. O gestor de Itaquiraí afirmou que o alinhamento entre os prefeitos não se limita às composições partidárias. Para ele, as entregas feitas em parceria com o Estado influenciam a escolha dos gestores.
“O prefeito é grato. O prefeito olha para o povo dele, olha para a cidade dele”, declarou. Segundo Thalles, Riedel e o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) adotaram um modelo que aproxima o Estado das administrações municipais. “É um trabalho que escuta o prefeito, o vereador e as lideranças para transformar isso em política pública e aplicar para a população.”

O presidente da associação citou pavimentação de bairros, construção de praças e projetos de educação entre as ações definidas com participação das prefeituras. Ele afirmou que o conhecimento dos gestores sobre cada município ajuda a direcionar os investimentos. “Quando você define asfalto para bairros, constrói praças ou desenvolve projetos de educação em conjunto, você tem uma assertividade muito maior.”
Na avaliação de Thalles, o municipalismo depende do diálogo entre Estado, prefeituras e lideranças locais. O modelo defendido pelos gestores prevê a escolha conjunta das prioridades e a divisão de recursos para executar obras e ampliar serviços. “A população recebe um serviço entregue por todos nós que somos agentes políticos”, disse.
O apoio estimado para Riedel, porém, não representa uma escolha conjunta para as duas vagas do Senado. O presidente da Assomasul afirmou que Reinaldo reúne adesão ampla entre os prefeitos, mas o segundo voto continua indefinido. “Isso é uma decisão particular de cada prefeito, é individual, não é em bloco.”
Mudança no Senado – Antes da nova composição eleitoral, cerca de 80% dos prefeitos consideravam votar em Nelsinho Trad (PSD) como segundo nome, conforme confirmou Thalles Thomazelli. A entrada de Renan Contar, o “Capitão Contar” (PL), no mesmo grupo de Reinaldo, alterou o cenário. “Agora a gente tem que aguardar o início da campanha para os prefeitos fazerem uma avaliação individual de cada movimento.”
A saída do atual senador não garante, pelo menos por enquanto, a transferência automática do segundo voto para Contar. “O Contar vai ter apoio por estar ao lado do Reinaldo, mas agora vai ter que disputar o apoio de cada prefeito. O candidato terá de procurar cada gestor e construir apoio nos municípios.”
Filiado ao PL, Thalles declarou que pessoalmente pretende votar em Reinaldo e Contar. Ele ponderou que os demais gestores mantêm relações políticas próprias e pertencem a partidos diferentes. “Eu mesmo sou do PL e meu segundo voto é no Capitão Contar. Então, agora vai ter que ser feita uma reavaliação.”
Vander Loubet (PT) também disputa espaço entre os prefeitos para o segundo voto ao Senado. Thalles afirmou que os mandatos exercidos pelo candidato e a atuação nos municípios ampliam sua presença no interior. “[O Vander] tem um bom serviço prestado, vários mandatos, e isso praticamente o credenciou para um trabalho no Estado.”
Reeleição – O prefeito de Nova Alvorada do Sul, José Paulo Paleari (PP), também relacionou o apoio a Riedel aos investimentos feitos pelo Estado. Ele citou projetos de drenagem, pavimentação, moradia, saúde e educação. “O que interessa, no fim das contas, é que a política pública chegue até a população.”

José afirmou que reformou escolas, construiu postos de saúde e implantou a Feira do Produtor Rural com recursos estaduais. O município também recebeu obras de asfalto e drenagem, conforme o prefeito. “Nós somos um Estado jovem, em que os municípios ainda necessitam de muita infraestrutura, e houve um grande avanço no interior.”
Para o gestor de Nova Alvorada, a parceria permitiu que prefeitos cumprissem compromissos assumidos durante as eleições municipais. Ele avaliou que os gestores interessados na continuidade dos projetos tendem a apoiar o atual governador. “Acho que é até uma questão de gratidão.”
“Neste momento, quem conseguiu realizar os investimentos e cumprir as promessas de campanha em parceria com o Governo do Estado quer dar continuidade a esse trabalho”, afirmou. José declarou apoio a Riedel e Reinaldo, além dos candidatos a deputado ligados ao grupo. Para a Presidência da República, ele disse que apoiará Flávio Bolsonaro (PL).
Já o prefeito de Guia Lopes da Laguna, Max Antônio Souza Morais, conhecido como “Dr. Max” (PL), associou o apoio a Riedel à ligação do governador com a produção rural. Segundo ele, a relação com o município começou antes da entrada de Riedel na política. “Antes mesmo da política, como participante da Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho), ele já ajudava o nosso município.”
Max afirmou que a agricultura e a pecuária têm peso na economia de Guia Lopes da Laguna. Ele disse que essa característica aproximou a administração municipal do governador. “Foi um processo muito natural participarmos dessa caminhada.”
O prefeito citou um ponto de internet gratuita instalado em uma praça como exemplo de ação estadual no município. Segundo ele, projetos menores também influenciam a avaliação das administrações locais. “Essa é uma coisa que pouca gente fala e é um exemplo da visão municipalista que o nosso governador tem.”
Por fim, na Capital, a vice-prefeita Camilla Nascimento, sem partido, também declarou apoio a Riedel. Ela afirmou que a prefeitura prioriza candidatos comprometidos com as demandas de Campo Grande. “A gente vem conversando com todas as pessoas que são candidatas, entendendo o que elas pensam.”
Camilla defendeu a continuidade da parceria entre a prefeitura e o Governo do Estado. Ela citou a necessidade de recursos para obras e para reduzir a pressão sobre a saúde pública. “Quando há disputa por interesses diversos, a população perde.”
Segundo a vice-prefeita, Riedel e a prefeita mantêm conversas sobre as prioridades da cidade. Ela afirmou que a Capital precisa ocupar espaço nas decisões do próximo governo. “A maior potência do nosso Estado é Campo Grande, então não tem por que ser diferente.”