Perícia encontrou vestígios ao lado da vítima; homem vivia em barraco às margens do Anhanduí
As investigações sobre o corpo carbonizado encontrado às margens do Rio Anhanduí, na manhã de sexta-feira (3), em Campo Grande, passaram a considerar a hipótese de homicídio após a perícia identificar marcas de sangue próximas à vítima. Os vestígios indicam que o homem pode ter sido arrastado antes do incêndio que destruiu o barraco onde ele vivia.
Corpo carbonizado encontrado às margens do Rio Anhanduí, em Campo Grande, é investigado como homicídio qualificado após peritos identificarem marcas de sangue próximas à vítima. Conhecido como “Baixinho”, o homem pode ter sido arrastado antes do incêndio. Uma testemunha o viu pela última vez na quinta-feira (2). O corpo foi encaminhado ao IMOL para identificação e exames.
O caso foi registrado pela Polícia Civil como homicídio qualificado por meio cruel. A vítima, ainda sem identificação oficial, era conhecida na região pelo apelido de “Baixinho” e morava em um dos barracos improvisados instalados às margens do córrego, próximo à Avenida Presidente Ernesto Geisel.
Conforme o boletim de ocorrência, o corpo foi encontrado carbonizado sob as molas do que seria um colchão. Durante os trabalhos no local, peritos constataram a presença de sangue próximo à vítima e também encontraram os restos queimados do colchão sobre o corpo.
Segundo o registro policial, os indícios levantam a possibilidade de que o homem tenha sido colocado sob o colchão antes de o fogo ser iniciado. No entanto, apenas exames complementares poderão confirmar a dinâmica dos fatos e apontar se havia outras lesões além da carbonização.
Uma mulher, amiga da vítima e moradora de um barraco vizinho, relatou aos policiais que viu “Baixinho” pela última vez por volta das 16h de quinta-feira (2). Mais tarde, por volta das 20h, ela percebeu um incêndio na área e deixou o local. Quando retornou na manhã seguinte, encontrou o barraco completamente destruído e pediu que populares acionassem o Corpo de Bombeiros.
A testemunha afirmou ainda que a vítima vivia na região e era usuária de drogas. Comerciantes próximos também relataram conhecer o homem, mas disseram não ter conhecimento de desavenças envolvendo ele.
Durante o atendimento da ocorrência, equipes do GOI (Grupo de Operações e Investigações) recolheram um cartão de memória de uma câmera de segurança instalada em um comércio em frente ao local. De acordo com o proprietário do estabelecimento, as imagens visualizadas até o momento mostram apenas fumaça saindo da área onde ocorreu o incêndio.
O corpo foi encaminhado ao IMOL (Instituto de Medicina e Odontologia Legal), onde passará por exames para identificação e para esclarecer a causa da morte. A Polícia Civil segue investigando o caso.

