Policial resistiu à abordagem, alegou superioridade e disse ter atirado após briga com sobrinho
Após ser preso, um subtenente da PM (Polícia Militar) passará por procedimentos administrativos, informou a corporação ao Campo Grande News na manhã desta segunda-feira (4). O policial, de 53 anos, foi detido durante um evento em um clube no distrito de Alto Caracol, em Caracol, a 358 quilômetros de Campo Grande, no sábado (2).
Um subtenente da Polícia Militar de 53 anos foi detido após efetuar um disparo de arma de fogo durante um evento em Caracol, Mato Grosso do Sul. O policial resistiu à abordagem, alegou hierarquia superior e afirmou ter atirado para defender o sobrinho de agressões. Ele foi liberado mediante o pagamento de fiança de 2 mil reais e responderá em liberdade. A corporação instaurou procedimentos administrativos para apurar a conduta e reiterou que não coaduna com comportamentos inadequados.
Segundo o boletim de ocorrência, equipes foram acionadas por seguranças para conter uma briga e, a caminho, ouviram um disparo de arma de fogo. Já no local, em meio a uma grande quantidade de pessoas, um homem foi apontado como o responsável pelo tiro. Ao tentarem abordá-lo, ele resistiu, afirmou ser policial militar e tentou fugir entre o público. Mesmo após se identificar como subtenente, continuou desobedecendo às ordens.
Durante a abordagem, o homem questionou a ação dos policiais, alegando ter posição superior na corporação e afirmando que recorreria à Justiça. Ele foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Caracol, onde relatou que atirou para o alto após ver o sobrinho ser agredido. Disse ainda que a arma pertence ao pai e estaria regularizada, mas não apresentou documentação.
Questionada sobre os procedimentos adotados e eventuais medidas administrativas, a PM informou apenas que “foram instaurados os devidos procedimentos administrativos sobre o caso. Outras medidas disciplinares poderão ser tomadas, conforme o desenvolvimento das ações”. Mais detalhes não foram divulgados.
Conforme apurado pela reportagem, o subtenente foi liberado após pagar fiança de R$ 2 mil e responderá em liberdade. A soltura ocorreu neste domingo (3).
Em nota, a corporação também afirmou que “não coaduna com qualquer comportamento inadequado por parte de seus integrantes, zelando sempre pela prestação de um serviço de qualidade à população, fator crucial para uma sociedade mais segura”.