Identificação pode demorar 30 dias e ainda não há confirmação se restos mortais são de uma ou duas vítimas
A Polícia Civil confirmou que a ossada encontrada junto com os destroços de uma motocicleta em uma grota na região de Aquidauana, a 141 quilômetros de Campo Grande, é humana. O local fica próximo de onde Amanda Galhardo, de 16 anos, e Aguinaldo de Oliveira Silva Júnior, de 20 anos, foram vistos pela última vez, em janeiro de 2014. O veículo é compatível com o usado pelo casal na época do desaparecimento.
A Polícia Civil confirmou que a ossada encontrada próxima aos destroços de uma motocicleta em uma grota em Aquidauana é humana. O local fica próximo de onde Amanda Galhardo, 16 anos, e Aguinaldo Júnior, 20, foram vistos pela última vez em janeiro de 2014. O veículo é compatível com o usado pelo casal. A identificação pode demorar mais de 30 dias. O casal desapareceu após relatar pneu furado durante viagem a parentes.
Segundo a corporação, ainda não é possível saber se os restos mortais são de uma ou duas vítimas e a identificação pode demorar mais de 30 dias, por conta dos exames que são necessários.
A moto estava parcialmente enterrada na área, situada a cerca de 20 quilômetros do centro do município, nas proximidades da Fazenda Nossa Senhora Aparecida. Em exame inicial, os peritos identificaram características semelhantes às de uma Honda CG 125 Fan preta. Apesar da repercussão, a Polícia Civil afirma que ainda é cedo para relacionar os fatos.
Desaparecimento
Amanda e Júnior desapareceram no dia 24 de janeiro de 2014. Naquela tarde, os dois saíram de Anastácio em uma Honda Fan 125 preta para visitar parentes próximos a Taboco. Durante o trajeto, o rapaz telefonou para a mãe e contou que o pneu da moto havia furado. Ele disse que retornaria para a cidade empurrando o veículo ao lado da companheira. Depois disso, nenhum dos dois foi visto novamente.
Buscas mobilizaram familiares, Polícia Civil e até o Exército Brasileiro, já que Júnior era soldado da corporação e estudava para se tornar cabo. Mesmo com diligências em matas, estradas vicinais e propriedades rurais, nenhum vestígio foi encontrado. Nem roupas, pertences pessoais ou a motocicleta.
Em entrevistas anteriores ao Campo Grande News, o delegado Mário Donizete Ferraz de Queiroz, responsável pelo caso à época, classificou o desaparecimento como “total mistério” e afirmou que todas as linhas investigativas haviam sido esgotadas.
A polícia chegou a quebrar sigilos bancários e telefônicos do casal, mas não obteve pistas relevantes. Na época, as investigações apontaram como suspeito um funcionário da fazenda, Antônio da Silva, acusado de ter cometido o crime e ocultado os corpos na propriedade.
Agora, a localização da ossada coincide com a área onde o suspeito trabalhava, o que reforça a linha investigativa já existente. A motocicleta encontrada também é compatível com a descrita no registro do desaparecimento.

